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Funcionamento do mecanismo velofaríngeo com e sem obturador faríngeo após palatoplastia primária (2010)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: KROOK, MARIA INES PEGORARO - FOB
  • USP Schools: FOB
  • Subjects: FISSURA LÁBIOPALATINA; INSUFICIÊNCIA VELOFARÍNGEA (TRATAMENTO)
  • Language: Português
  • Abstract: INTRODUÇÃO: O mecanismo velofaríngeo (MVF) é de extrema importância para a produção normal de fala, pois ele determina o equilíbrio da ressonância oral e nasal dos sons. Indivíduos com fissura labiopalatina podem apresentar alterações de fala, decorrentes diretamente dos defeitos anatômicos/fisiológicos, como a hipernasalidade e o escape de ar nasal, por exemplo, cuja correção depende diretamente do estabelecimento da suficiência/competência velofaríngea para serem eliminados. A palatoplastia primária tem como um dos objetivos construir um MVF para o desenvolvimento da fala normal. Quando há disfunção velofaríngea (DVF), embora a cururgia seja a mais utilizada, o tratamento com uso do obturador faríngeo (OF)temporariamente é uma opção que pode anteceder a cirurgia de forma a otimizar o resultado cirúrgico. No entanto, são poucos os estudos nessa área. OBJETIVO: Este estudo tem como objetivo avaliar os resultados de fala de pacientes que utilizam temporariamente o OF enquanto aguardam melhora de funcionamento velofaríngeo para definição de procedimento cirúrgico da insuficiência. MATERIAL E MÉTODO: Foram analisados os dados de 28 pacientes com idades entre 7 e 14 anos, de ambos os sexos, com fissura labiopalatina unilateral e que utilizam OF. Dentre eles, 10 foram operados do palato pela técnica de Furlow e 18 pela de Von Langenbeck. Para a avaliação da nasalidade e da emissão de ar nasal foram utilizados os Testes de Hipernasalidade e de Hiponasalidade e o de Emissão de Ar Nasal, respectivamente. Também foi realizada avaliação perceptivo-auditiva da ressonância de fala (normal, hiper e hiponasal) por três ouvintes, sem experiência na área, por meio da gravação de amostras de fala, nas condições com e sem o OF. (continua)(Continuação) RESULTADOS: Nos Testes de Hipernasalidade e de Emissão de Ar Nasal houve diferença estatisticamente significante nos resultados com e sem o OF, indicando diminuição dessas alterações com o uso do mesmo, contudo, não houve diferença estatisticamente significante quando comparados os resultados do Teste de Hiponasalidade entre ambas as condições. Com relação à avaliação perceptivo-auditiva, a interpretação dos coeficientes Kappa indicou concordância inter-juízes moderada, na condição sem OF e moderada a considerável, com OF. Quando comparado o julgamento da ressonância entre ambas as condições, todos os juízes concordaram que 100% dos pacientes apresentavam hipernasalidade na condição sem OF, sendo 01 (5,88%) classificado com ressonância leve, 13 (76,47%) moderada e 03 (17,65%) severa. Com o OF, dos que apresentavam hipernasalidade severa, 01 (5,88%) a hipernasalidade continuou severa, 01 (5,88%) passou a apresentar ressonância normal e 01 (5,88%) hiponasalidade leve. Dos que apresentavam hipernasalidade moderada, 04 (23,53%) continuaram com hipernasalidade moderada, 03 (17,65%) passaram a apresentar hipernasalidade leve, 03 (17,65%) ressonância normal, 01 (5,88%) hiponasalidade moderada e 2 (11,76%) hipernasalidade severa. O que apresentava hipernasalidade leve permaneceu com a hipernasalidade leve. Ao comparar os resultados de ressonância sem e com o OF observou-se diferença estatisticamente significante. Não houve diferença estatisticamente significante entre a comparação dos resultados de fala com e sem OF quando se considerou a técnica cirúrgica da palatoplastia. CONCLUSÂO: O uso do OF proporcionou melhora na fala para 07 pacientes, independentemente da técnica cirúrgica utilizada na cirurgia de palato
  • Imprenta:
  • Source:
  • Conference titles: Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia

  • How to cite
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    • ABNT

      RODRIGUES, Raquel; WHITAKER, Melina Evangelista; NEVES, Josiane Denardi Alves; et al. Funcionamento do mecanismo velofaríngeo com e sem obturador faríngeo após palatoplastia primária. Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia[S.l: s.n.], 2010.
    • APA

      Rodrigues, R., Whitaker, M. E., Neves, J. D. A., Aferri, H. C., Bispo, N. H. M., Yoshida, F. S., et al. (2010). Funcionamento do mecanismo velofaríngeo com e sem obturador faríngeo após palatoplastia primária. Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. São Paulo: Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia.
    • NLM

      Rodrigues R, Whitaker ME, Neves JDA, Aferri HC, Bispo NHM, Yoshida FS, Rodrigues FF, Pegoraro-Krook MI. Funcionamento do mecanismo velofaríngeo com e sem obturador faríngeo após palatoplastia primária. Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. 2010 ; 15 3388.
    • Vancouver

      Rodrigues R, Whitaker ME, Neves JDA, Aferri HC, Bispo NHM, Yoshida FS, Rodrigues FF, Pegoraro-Krook MI. Funcionamento do mecanismo velofaríngeo com e sem obturador faríngeo após palatoplastia primária. Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. 2010 ; 15 3388.