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Ruído e motoprofissionais (2010)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: FERNANDES, FABIANA PEDROSA - FOB ; LOPES, ANDRÉA CINTRA - FOB
  • USP Schools: FOB; FOB
  • Subjects: MOTOCICLISMO; RUÍDO OCUPACIONAL
  • Language: Português
  • Abstract: O trânsito, hoje em dia, tem demonstrado ser uma das maiores fontes de poluição sonora, e com o grande numero de carros trafegando pelas ruas e avenidas de grandes cidades, a motocicleta acaba sendo uma alternativa para agilizar o deslocamento de uma localidade a outra. Quem normalmente executa essa atividade são os motoprofissionais, mais conhecidos como mototaxistas ou “motoboys”, que estão sujeitos não só ao ruído que vem de outros veículos que trafegam pelas ruas, mas também ao ruído emitido por suas próprias motos, que, segundo um estudo realizado pelo National Institute on Deafness and Other, produzem nível de ruído em torno de 95 dB. Segundo a tabela de limites de tolerância para ruído contínuo ou intermitente, de acordo com o Anexo I da Norma Regulamentadora nº 15 (NR 15), Portaria 3.214 de 08/06/1978 (Ministério do Trabalho), o limite de tempo máximo que um trabalhador poderia ficar exposto a níveis de intensidade sonora de 95 dB é de duas horas. Os motoprofissionais que ficam trabalhando o dia todo circulado pela cidade com suas motocicletas estão, assim, sujeitos a adquirir algum tipo de PAIR (Perda Auditiva Induzida por Ruído), isto é, perda auditiva provocada pela exposição por tempo prolongado ao ruído que é uma perda auditiva do tipo neurossensorial, geralmente bilateral, irreversível e progressiva com o tempo de exposição ao ruído (CID 10 – H 83.3). Consideram-se como sinônimos: perda auditiva por exposição ao ruído no trabalho, perda auditiva ocupacional, surdez profissional, disacusia ocupacional, perda auditiva induzida por níveis elevados de pressão sonora, perda auditiva induzida por ruído ocupacional, perda auditiva neurossensorial por exposição continuada a níveis elevados de pressão sonora de origem ocupacional. (continua)(Continuação) Segundo um estudo realizado na Universidade Federal de Santa Catarina, o uso do capacete, que é um equipamento obrigatório de proteção do condutor e dos passageiros segundo os art. 54, inc. I e art. 55, inc. I do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), consegue uma atenuação do ruído externo de aproximadamente 3dB. Mas, se o motociclista puder associar ao uso do capacete o uso de um protetor auditivo tipo plugue, o ruído externo sofrerá uma atenuação que pode variar de 5dB a 7dB, diminuindo a intensidade dos ruídos, agredindo menos o sistema auditivo. Pelo próprio capacete ser um abafador dos sons, o piloto precisa dirigir com atenção e cuidados, estando atento para não deixar de ouvir barulhos fundamentais como buzinas ou freadas. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não proíbe expressamente o uso de protetor auditivo na direção de veículos automotores. Somente pune, em seu art. 252, o condutor de veículo que utiliza fones nas orelhas conectados a aparelho sonoro. O art. 28 do mesmo diploma legal obriga que o condutor tenha, a todo instante, domínio de seu veículo, dirigindo com atenção e com os cuidados indispensáveis à segurança do trânsito
  • Imprenta:
  • Source:
  • Conference titles: Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia

  • How to cite
    A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas

    • ABNT

      MORAES, Luiz Eduardo de; FERNANDES, Fabiana Pedrosa; LOPES, Andréa Cintra. Ruído e motoprofissionais. Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia[S.l: s.n.], 2010.
    • APA

      Moraes, L. E. de, Fernandes, F. P., & Lopes, A. C. (2010). Ruído e motoprofissionais. Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. São Paulo: Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia.
    • NLM

      Moraes LE de, Fernandes FP, Lopes AC. Ruído e motoprofissionais. Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. 2010 ; 15 4457.
    • Vancouver

      Moraes LE de, Fernandes FP, Lopes AC. Ruído e motoprofissionais. Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. 2010 ; 15 4457.