Ver registro no DEDALUS
Exportar registro bibliográfico

Tolerância operacional no transplante renal humano: repertório de linfócitos B e de alo e autoanticorpos (2011)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: SILVA, HERNANDEZ MOURA - FM
  • USP Schools: FM
  • Sigla do Departamento: MCM
  • Subjects: TRANSPLANTE DE RIM; TOLERÂNCIA IMUNOLÓGICA; REJEIÇÃO DE ENXERTO; LINFÓCITOS; AUTOANTICORPOS; TRANSDUÇÃO DE SINAL CELULAR; ANTICORPOS
  • Language: Português
  • Abstract: A indução de tolerância imunológica ao aloenxerto, no contexto clínico, permanece um grande desafio para pesquisa científica de tradução. A retirada da imunossupressão em indivíduos transplantados leva à rejeição do enxerto, na grande maioria dos casos. Entretanto, um grupo muito raro de indivíduos transplantados, chamados de tolerantes operacionais (TO), consegue manter a função estável do enxerto após a retirada dos imunossupressores. O estudo desses indivíduos pode contribuir para melhor compreensão dos mecanismos envolvidos na tolerância ao enxerto em humanos, assim como, para a determinação de biomarcadores desse estado de homeostase. Nosso objetivo foi determinar se o estado de tolerância operacional no transplante renal induz um perfil diferencial do componente humoral da resposta imune. Para tal, analisamos o perfil de reatividade de autoanticorpos dirigidos a peptídeos da proteína de choque térmico 60 (HSP60), de alo e autoanticorpos dirigidos às moléculas HLA, o repertório do receptor de células B (BCR) e o perfil funcional de células B supressoras CD19+CD24hiCD38hi (Bregs), comparativamente, nos indivíduos com: TO (n=5), Rejeição Crônica (RC, n=13), função estável do enxerto usando doses habituais de imunossupressores (Est, n=19) e nos indivíduos saudáveis (Sau, n=11). Não observamos um perfil diferencial claro de alo/autorreatividade de anticorpos dirigidos aos peptídeos da HSP60, nem às moléculas HLA, que diferenciasse os grupos do estudo. O estado de tolerância operacional apresentou uma diversidade do repertório do receptor de células B similar à observada em Sau e Est, enquanto o grupo RC teve uma menor diversidade desse repertório. Além disso, o grupo TO apresentou uma expansão de clones linfócitos B com expressão de 2 tamanhos distintos de CDR3 (de 16aa, família VH3 isotipo IgM, e de 5aa, família VH1 isotipo IgG), diferenciando-os dos grupos Sau, RC e Est (p<0,01; e p<0,05;respectivamente para VH3M e VH1G). Os números de células B com fenótipo imunorregulador CD19+CD24hiCD38hi (Bregs) circulantes, no grupo TO e Sau, foram similares, enquanto o grupo RC apresentou menores números (p<0,05). Funcionalmente, após estímulo via CD40, o grupo TO teve capacidade de gerar células Breg ativadas para STAT3 semelhante ao grupo Sau, enquanto na rejeição crônica esta capacidade foi menor (p<0,05). Concluímos que o estado de tolerância operacional envolve, principalmente, a manutenção do perfil do componente imune humoral, similar ao apresentado por indivíduos saudáveis, em contraste com o estado de rejeição crônica. Além disso, o estado de tolerância foi o único que apresentou expansões expressivas de determinados tamanhos de CDR3, se destacando de todos os grupos. A expansão diferencial desses clones de células B pode ter uma relevância funcional no estado de tolerância operacional, além de potencial valor para o diagnóstico desse estado. Esses dados, em conjunto, nos indicam que a preservação do componente humoral da resposta imune desempenha um papel importante neste estado de homeostase no transplante humano
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 25.04.2011
  • Acesso online ao documento

    Online access or search this record in

    Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FM10700097831W4.DB8 SP.USP FM-2 S58to 2011
    How to cite
    A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas

    • ABNT

      SILVA, Hernandez Moura; COELHO, Veronica Porto Carreiro de Vasconcellos; LEMOS, Francine Brambate Carvalhinho. Tolerância operacional no transplante renal humano: repertório de linfócitos B e de alo e autoanticorpos. 2011.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5146/tde-24052011-144153/ >.
    • APA

      Silva, H. M., Coelho, V. P. C. de V., & Lemos, F. B. C. (2011). Tolerância operacional no transplante renal humano: repertório de linfócitos B e de alo e autoanticorpos. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5146/tde-24052011-144153/
    • NLM

      Silva HM, Coelho VPC de V, Lemos FBC. Tolerância operacional no transplante renal humano: repertório de linfócitos B e de alo e autoanticorpos [Internet]. 2011 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5146/tde-24052011-144153/
    • Vancouver

      Silva HM, Coelho VPC de V, Lemos FBC. Tolerância operacional no transplante renal humano: repertório de linfócitos B e de alo e autoanticorpos [Internet]. 2011 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5146/tde-24052011-144153/

    Últimas obras dos mesmos autores vinculados com a USP cadastradas na BDPI: