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A ecocardiografia bidimensional na avaliação inicial de pacientes com dor torácica e suspeita de síndromes coronarianas agudas no serviço médico de emergência (2011)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: LASCALA, THIAGO FLORENTINO - FMRP
  • USP Schools: FMRP
  • Sigla do Departamento: RCM
  • Subjects: ECOCARDIOGRAFIA; CORONARIOPATIA; DOR; TÓRAX; PROGNÓSTICO
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução e objetivos: Dor torácica é uma das principais queixas que levam pessoas aos Serviços Médicos de Emergência (SME). A estratificação tradicional de risco resulta em uma porcentagem de pacientes inadequadamente avaliados e liberados. O ecocardiograma é uma ferramenta potencialmente útil neste contexto. Este trabalho buscou avaliar o impacto da realização do ecocardiograma na admissão de pacientes referenciados ao SME de um hospital terciário, com suspeita de Síndromes Coronarianas Agudas (SCA), sua associação com a sobrevida e com a taxa de intervenções coronárias percutaneas (ICP). Também se buscou conhecer quais os fatores que levam o médico assistente a mais freqüentemente solicitar o ecocardiograma. Métodos: Foram analisados 735 pacientes com dor torácica como sintoma principal, encaminhados com suspeita clínica de SCA. Em 409 pacientes (Grupo I) o ecocardiograma foi realizado na admissão, com avaliação da função sistólica global e regional. Os pacientes que não realizaram o exame formaram o Grupo II. Os pacientes foram seguidas por 12 meses. Dados clínicos, demográficos e laboratoriais referentes aos fatores de risco tradicionais compuseram um banco de dados. Resultados: O ecocardiograma foi realizado em 55,7% dos pacientes. O Grupo I (2,9/10.000; IC 95 % 2,0;3,9) teve uma taxa de mortalidade não ajustada menor do que o Grupo II (4,9/10.000; IC95% 3,ó;ó,4) (logrank test p=0.01). A diferença persistiu significativa mesmo após 0 ajuste para uma série de variáveis relativas ao risco cardiovascular (HR 0,50 - IC95% 0,31;0,82). O fato de ter realizado o ecocardiograma associou-se a uma maior chance de ser levado à ICP, naqueles pacientes com SCA sem supra de ST (2,57 - IC95% 1,23;5,37). A fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) confirmou-se como preditor independente de mortalidade, mesmo após análise multivariada (HR 0.78 - IC95% 0,65;0,92) e teve valor incrementei sobrea estratificação tradicional de risco (24,0 x 31,1global chisquare; p<0.05). Conclusões: A realização do cocardiograma na chegada de pacientes com dor torácica e suspeita de SCA, referenciados ao SME de um hospital terciário, associou-se significativamente a maior sobrevida aos 30 dias e aos 12 meses e também a maior taxa de ICP entre os pacientes com SCA sem supra de ST. A FEVE comprovou sua importância como preditor de risco, com valor incrementei à estratificação tradicional. E possível que a informação da função sistólico global e regional, quando conhecida logo na chegada, direcione os médicos a uma conduta mais agressiva
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 19.05.2011

  • How to cite
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    • ABNT

      LASCALA, Thiago Florentino; MACIEL, Benedito Carlos. A ecocardiografia bidimensional na avaliação inicial de pacientes com dor torácica e suspeita de síndromes coronarianas agudas no serviço médico de emergência. 2011.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2011.
    • APA

      Lascala, T. F., & Maciel, B. C. (2011). A ecocardiografia bidimensional na avaliação inicial de pacientes com dor torácica e suspeita de síndromes coronarianas agudas no serviço médico de emergência. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Lascala TF, Maciel BC. A ecocardiografia bidimensional na avaliação inicial de pacientes com dor torácica e suspeita de síndromes coronarianas agudas no serviço médico de emergência. 2011 ;
    • Vancouver

      Lascala TF, Maciel BC. A ecocardiografia bidimensional na avaliação inicial de pacientes com dor torácica e suspeita de síndromes coronarianas agudas no serviço médico de emergência. 2011 ;

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