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Perfil nutricional e estresse oxidativo de jogadores de futebol. (2011)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: MILANI, FRANCINE - FMRP
  • USP Schools: FMRP
  • Sigla do Departamento: RCM
  • Subjects: ESTRESSE OXIDATIVO; EXERCÍCIO FÍSICO; FUTEBOL; ESTADO NUTRICIONAL; JOVENS
  • Language: Português
  • Abstract: O exercício físico aumenta o consumo de oxigênio e, consequentemente, de espécies relativas de oxigênio (EROs), podendo esta produção ser superior ao sistema de defesa antioxidante endógeno, causando o chamado estresse oxidativo. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar o estado nutricional e estresse oxidativo de Jogadores de futebol jovens. A amostra foi composta de 20 atletas de futebol adolescentes, em período competitivo, com média de 16 anos de idade, IMC de 21,9 kg/m2 e 2,6 anos de experiência futebolística. Estes foram submetidos a um jogo-treino de 60 minutos continuas de duração, e avaliados em três momentos: Pré (antes do jogo), Pós I (30 minutos após o término) e Pós II (24 horas após). Foi avaliado o estado nutricional a partir de antropometria (equações preditivas e bioimpedância elétrica-BIA) e exames bioquímicos para perfil lipídico e dano muscular (creatina quinase-CK e creatinina). A ingestão alimentar foi determinada por meio de registro alimentar de 3 dias antecedentes e não consecutivos à partida avaliada. O estresse oxidativo foi avaliado através das técnicas de dano oxidativo (substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico-TBARS e proteínas carboniladas-PC) e antioxidantes não-enzimáticos (glutationa reduzida-GSH, vitaminas E, C e A) O percentual de gordura corporal foi muito semelhante em todos os métodos avaliados, sendo 11,5%; 10,9% e 11,4%, respectivamente para equações preditivas e BIA. Os atletas apresentaram uma ingestão energética média de 37,6 kcal/kg, estando dentro dos valores de recomendação, porém com uma distribuição de macronutrientes inadequada, apresentando uma dieta hiperprotéica (1,62g/kg), hiperlipídica (1,12g/kg) e norma a hipoglicídica (5,28g/kg). Nenhum jogador atingiu a recomendação de vitaminas E e A, e 65% atingiu para vitamina C, porém não havendo homogeneidade no grupo. O perfil lipídico apresentou-se dentro do recomendado e nãosofreu alterações com o estresse físico da partida, entretanto CK e creatinina aumentaram significativamente no Pós I (34,4% e 25.4%, respectivamente), demonstrando degradação muscular, porém voltaram aos valores basais no Pós II. As vitaminas E, C e A aumentaram significativamente no Pós I (14%, 8,6% e 26,3%, respectivamente), sendo que a E e a A mantiveram-se elevadas no Pós II. O recrutamento da defesa antioxidante não-enzimática, principalmente às custas das vitaminas dietéticos antioxidantes, impediu a ocorrência da peroxidação lipídica, visto que os valores de TBARS não apresentaram alterações significativas em nenhum momento. Em contrapartida, tal defesa dietético e, principalmente a endógena, representada pela GSH (cujo valor diminuiu 38,6% no Pós II), não foram suficientes para combater a oxidação protéica, que apesar do aumento discreto das PC no Pós II (10%), foi matematicamente significativo. Portanto, é importante uma adequada nutrição a fim de melhorar o sistema de defesa antioxidante e, consequentemente, a resposta metabólica, evitando assim o estresse oxidativo induzido pelo exercício
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 10.10.2011

  • How to cite
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    • ABNT

      MILANI, Francine; JORDÃO JÚNIOR, Alceu Afonso. Perfil nutricional e estresse oxidativo de jogadores de futebol.. 2011.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2011.
    • APA

      Milani, F., & Jordão Júnior, A. A. (2011). Perfil nutricional e estresse oxidativo de jogadores de futebol. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Milani F, Jordão Júnior AA. Perfil nutricional e estresse oxidativo de jogadores de futebol. 2011 ;
    • Vancouver

      Milani F, Jordão Júnior AA. Perfil nutricional e estresse oxidativo de jogadores de futebol. 2011 ;

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