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Análise comparativa das células mesenquimais obtidas de diferentes tecidos dos anexos fetais (2011)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: PRATA, KAREN DE LIMA - FMRP
  • USP Schools: FMRP
  • Sigla do Departamento: RCM
  • Subjects: MESODERMA; IMUNOFENOTIPAGEM; ANTÍGENOS
  • Language: Português
  • Abstract: Nos últimos anos as células mesenquimais (CMs) têm sido consideradas como ferramenta terapêutica para o tratamento de diversas doenças. Na maioria das vezes, elas são isoladas da medula óssea e cultivadas em meio suplementado com proteína de origem animal. Esse procedimento acarreta desconforto para o doador e riscos para o receptor, os quais podem ser evitados pelo uso de fontes alternativas de CMs cultivadas em condições isentas de xenoantígenos. Os tecidos que constituem os anexos fetais parecem ser a fonte ideal de CMs a serem cultivadas com propósito de uso clínico. Entretanto ainda não foram feitos estudos sistemáticos que comparassem as CMs isoladas dos diferentes tecidos que compõem os anexos deitais, nem estudos que avaliassem os suplementos proteicos de origem humana com foco na segurança do receptor. Os objetivos deste trabalho foram determinar qual a melhor fonte, dentre os tecidos que compõem os anexos fetais, e qual o melhor suplemento proteico, a base de proteína humana, para a expansão das CMs com propósito de uso clínico. As células foram isoladas das membranas amniótica e coriônica, dos cotilédones placentários e do cordão umbilical. Após o isolamento, foram cultivadas, em paralelo, em meio enriquecido com soro bovino fetal, plasma humano convertido em soro (PHCS) ou lisado plaquetário (LP). Foram feitos estudos comparativos entre as células isoladas das quatro fontes e cultivadas com os três suplementos proteicos com o objetivo de avaliar: a) a eficiência do método de isolamento; b) a cinética de expansão celular; c) as características morfológicas, imunocitoquímica e o imunofenótipo; d) a expressão dos genes OCT4, NANOG, SOX2 e KLF4; e) o potencial das células em inibir a proliferação dos linfócitos T; f) o potencial das células em se diferenciar em adipócitos e osteócitos. Além disso, foi estabelecido o método de obtenção dos suplementos proteicos de origem humanacom foco na segurança do receptor. Os objetivos deste trabalho foram determinar qual a melhor fonte, dentre os tecidos que compõem os anexos fetais, e qual o melhor suplemento proteico, a base de proteína humana, para a expansão das CMs com propósito de uso clínico. As células foram isoladas das membranas amniótica e coriônica, dos cotilédones placentários e do cordão umbilical. Após o isolamento, foram cultivadas, em paralelo, em meio enriquecido com soro bovino fetal, plasma humano convertido em soro (PHCS) ou lisado plaquetário (LP). Foram feitos estudos comparativos entre as células isoladas das quatro fontes e cultivadas com os três suplementos proteicos com o objetivo de avaliar: a) a eficiência do método de isolamento; b) a cinética de expansão celular; c) as características morfológicas, imunocitoquímica e o imunofenótipo; d) a expressão dos genes OCT4, NANOG, SOX2 e KLF4; e) o potencial das células em inibir a proliferação dos linfócitos T; f) o potencial das células em se diferenciar em adipócitos e osteócitos. Além disso, foi estabelecido o método de obtenção dos suplementos proteicos de origem humana e validada a criopreservação das células mesenquimais em tubos criogênicos e em bolsas. Os resultados obtidas indicam que o método utilizado foi eficaz, pois permitiu o isolamento e a expansão de modo eficiente, em meio suplementado com proteína de origem tanto animal quanto humana, de células com características morfológicas, imunofenotípicas e funcionais de células mesenquimais. Considerando o risco residual transfusional e a disponibilidade em estoque da "matéria prima" necessária para a obtenção dos suplementos proteicos, o PHCS foi mais vantajoso que o LP. Dentre as fontes avaliadas, o cordão umbilical mostrou-se a melhor, pois as CMs isoladas desta fonte apresentaram a associação ideal dos parâmetros avaliados quanto ao rendimento, potencial de expansão, viabilidadecelular, pureza e potência. Além disso, apresentaram ótima recuperação celular, viabilidade e potência, após o processo de criopreservação e descongelamento. Com base nos resultados obtidas, conclui-se que é possível isolar e expandir células mesenquimais dos anexos fetais em condições isentas de xenoantigenos, sendo que o cordão umbilical parece ser a fonte ideal e o PHCS o melhor suplemento proteico a ser utilizado no processo de obtenção de CMs com o propósito de uso clínico
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 30.09.2011

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FMRP11200063220Prata, Karen de Lima
    How to cite
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    • ABNT

      PRATA, Karen de Lima; COVAS, Dimas Tadeu. Análise comparativa das células mesenquimais obtidas de diferentes tecidos dos anexos fetais. 2011.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2011.
    • APA

      Prata, K. de L., & Covas, D. T. (2011). Análise comparativa das células mesenquimais obtidas de diferentes tecidos dos anexos fetais. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Prata K de L, Covas DT. Análise comparativa das células mesenquimais obtidas de diferentes tecidos dos anexos fetais. 2011 ;
    • Vancouver

      Prata K de L, Covas DT. Análise comparativa das células mesenquimais obtidas de diferentes tecidos dos anexos fetais. 2011 ;

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