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Efeitos do meio de cultivo na ultra-estrutura e função esteroidogênica de células da granulosa humanas in vitro (2011)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: CAMPOS, CAROLINA OLIVEIRA - FMRP
  • USP Schools: FMRP
  • Sigla do Departamento: RGO
  • Subjects: CÉLULAS CULTIVADAS; MICROSCOPIA ELETRÔNICA; FOLÍCULO OVARIANO; TÉCNICAS DE REPRODUÇÃO
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: As células da granulosa humanas (CG) só podem ser obtidas de pacientes que irão se submeter a técnicas de Reprodução Assistida (TRA), no dia da recuperação oocitária. Quando em cultura elas tendem a luteinizar, uma vez que foram obtidas após o uso de hCG/LH. Assim, o estado fisiológico alcançado em sistemas de cultura convencionais é representativo do corpo lúteo. A utilização das CG cultivadas in nitro como suporte para co-cultivo de óocitos ou folículos imaturos, parece ser possível desde que os estágios de desenvolvimento estejam sincronizados, ou seja, as CG deveriam apresentar características de fase folicular inicial. Sendo assim, para desenvolver um meio apropriado de co-cultura para maturação in nitro (MIV), são necessárias interferências no comportamento dessas células. Objetivo: Analisar o comportamento das CG cultivadas em dois meios de cultivo: o meio padrão (TCM-199 suplementados - que mantém as características de luteinização da célula) e o novo meio proposto (a-MEM quimicamente definido - que supostamente reverte a luteinização). Para isso determinou-se o perfil de produção hormonal de Estradiol (E2) e Progesterona (P4), as características ultra-estruturais e as taxas de viabilidade/proliferação das CG pós-cultivo. Métodos: As CG foram obtidas de 7 mulheres submetidas a TRA, cultivadas e avaliadas, pós cultivo, por Microscopia Eletrônica de Transmissão (ME). As taxas de viabilidade/proliferação das CG de 3 pacientes foram avaliadas pelo ensaio do MTT e os hormônios E2 e P4 secretados pelas CG de 10 pacientes foram dosados após 48, 96 e 144 horas de cultivo. As CG foram cultivadas por 6 dias em a-MEM suplementado com IGF-I, insulina, transferrina, setênio, androstenediona, FSH e PVP-40 (Meio Proposto-MP) e, separadamente, em TCM-l99 suplementado com soro fetal bovino e FSH (Meio Controle-MC). No final da cultura, as CG foram fixadas e processadas para ME. Os doissistemas foram comparados pelas suas diferenças ultra-estruturais. Foi realizada a morfometria de 32 eletromicrografias selecionadas (16 do MC e 16 do MP). As mitocôndrias e gotas lipídicas foram contabilizadas e a área dos Retículos Endoplasmáticos Rugosos e do Complexo de Golgi foi avaliada. Resultados: as CG apresentaram características ultra-estruturais típicas de células saudáveis, metabolicamente ativas, e em sua maioria, esteroidogênicas, porém com características bem distintas entre os dois meios de cultivo. Verificamos que não houve diferença na concentração de mitocôndrias (p=0,22) e de RER (p=0,46) entre as células dos dois meios. Entretanto, gotas lipídicas estavam mais concentradas nas CG cultivadas em meio a-MEM (p=0,018), ao passo que a área de concentração do complexo de Golgi foi maior no grupo TCM (p=0,01). Quanto ao perfil hormonal houve um aumento nas concentrações de E2 e a redução da síntese de P4 no MP. Inversamente, no MC houve uma diminuição na secreção de E2 e um aumento na secreção de P4 (p<0,05). Conclusão: Este estudo demonstrou, de um ponto de vista morfodinarnico, a viabilidade de CG humanas pré-expostas ao hCG/LH cultivadas em um sistema quimicamente definido (MP) que foi capaz de evitar o processo de luteinização, sugerindo a manutenção da capacidade de aromatização. Tal flato foi demonstrado pelas características macroscópicas e pela ultra-estrutura das CG bem como pelo perfil de produção de esteróides, semelhante ao da fase folicular o que pode ser útil para procedimentos de MIV
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 30.11.2011

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FMRP11200063241Campos, Carolina Oliveira
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    • ABNT

      CAMPOS, Carolina Oliveira; SILVA, Ana Carolina Japur de Sá Rosa e. Efeitos do meio de cultivo na ultra-estrutura e função esteroidogênica de células da granulosa humanas in vitro. 2011.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2011.
    • APA

      Campos, C. O., & Silva, A. C. J. de S. R. e. (2011). Efeitos do meio de cultivo na ultra-estrutura e função esteroidogênica de células da granulosa humanas in vitro. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Campos CO, Silva ACJ de SR e. Efeitos do meio de cultivo na ultra-estrutura e função esteroidogênica de células da granulosa humanas in vitro. 2011 ;
    • Vancouver

      Campos CO, Silva ACJ de SR e. Efeitos do meio de cultivo na ultra-estrutura e função esteroidogênica de células da granulosa humanas in vitro. 2011 ;