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Toxoplasmose congênita em Sergipe: prevalência ao nascer e evolução clínica (2012)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: INAGAKI, ANA DORCAS DE MELO - FMRP
  • USP Schools: FMRP
  • Sigla do Departamento: RPP
  • Subjects: TOXOPLASMOSE CONGÊNITA; TOXOPLASMA GONDII; PERINATOLOGIA; RECÉM-NASCIDO; TESTES SOROLÓGICOS
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: Estimativas da ocorrência de toxoplasmose congenita (TC) em recém-nascidos brasileiros têm sido feitas por meio do rastreamento neonatal. Todavia, concentram-se em populações da região sul e sudeste do pais. Objetivos: Considerando-se a relevância para o planejamento de políticas em saúde, este estudo visou estimar a prevalência ao nascer de TC entre nascidos vivos no estado de Sergipe e pretendeu conhecer a freqüência de acometimento visual e neurológico nas crianças infectadas. Método: O estudo ocorreu em duas etapas. Na primeira, foi verificada a presença de IgM contra Toxoplasma gondii por meio da analise de amostras de sangue absorvido em papel filtro de 15.204 crianças nascidas vivas. As amostras foram analisadas utilizando-se o ensaio laboratorial do tipo ELISA por captura [QPreven Toxo IgM - DBS]. Nesta etapa, 233 amostras revelaram-se reagentes e/ou duvidosas para a presença de IgM sendo repetidas em duplicata, utilizando-se a mesma amostra e o mesmo ensaio laboratorial. Após a repetição em duplicata, 53 permaneceram reagentes e/ou duvidosas, sendo esses pares, mãe-criança, convocados para a segunda fase do estudo. Nessa fase, os pares foram submetidos à coleta de sangue periférico para confirma,cão diagnóstica por meio de detecção quantitativa de IgG e qualitativa de IgM contra o toxoplasma, ambos utilizando o ensaio laboratorial "Microparticle Enzime Immunoassay" (MEIA). Para conhecermos o estado sorológico das mães durante o pré-natal consultamos o banco de dados da testagem pré-natal. As crianças foram submetidas a exame clínico completo, avaliação oftalmológica, ulfrassonografia transfontanelar e exame de líquor cefalorraquideo para verificação da extensão do acometimento e da necessidade de tratamento. Crianças que apresentaram sinais compatíveis com a infecção congênita foram submetidas à avaliação da função hepática (TGO, TGP, BT, BD, ‘gama’-GT),além de excluídas outras infecções perinatais, tais como sífilis (através de exame de VDRL), rubéola (utilizando metodologia MEIA) e Citomegalovirus -CMV (utilizando amostra de saliva e do sangue para detecção do DNA viral por PCR). Durante o seguimento, foram repetidos testes de IgG e IgM antiT.gondii trimestralmente das crianças com provável TC, além do seguimento clínico, oftalmológico e da avaliação do crescimento e desenvolvimento. Resultados: Seis crianças eram confirmadamente acometidas pela TC e nenhuma tinha sido diagnosticada durante o pré-natal. A prevalência estimada de TC foi de 4/10.000 [IC 95%: 1,4 - 8,0/:10.000]. À avaliação inicial, somente uma (16,7%) criança possuía achado clínico no exame rotineiro, quando se acrescentaram recursos para avaliação complementar, mais duas crianças apresentaram altera,coes decorrentes da toxoplasmose congênita. Assim, três (50,0%) crianças apresentaram achados relacionados à infecção pelo Toxoplasma gondii, uma com hepatoesplenomegalia, outra com coriorretinite e a terceira com calcificação cerebral. No decorrer do primeiro ano de vida mais duas crianças apresentaram coriorretinite, sendo uma anteriormente assintomática e a segunda criança já apresentava hepatoesplenomegalia, essa ultima desenvolveu coriorretinite em ambos os olhos, totalizando três crianças (50,0%) com alterações oculares decorrentes da TC. Nenhuma dessas apresentou alterações neurológicas. As demais duas crianças permaneceram assintomáticas após os 20 meses de seguimento. Conclusão: A TC é um problema relevante no Estado de Sergipe com prevalência ao nascer de 4/10.000 nascidos vivos e alta morbidade
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 19.01.2012

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FMRP11200063331Inagaki, Ana Dorcas de Melo
    How to cite
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    • ABNT

      INAGAKI, Ana Dorcas de Melo; PINHATA, Marisa Márcia Mussi. Toxoplasmose congênita em Sergipe: prevalência ao nascer e evolução clínica. 2012.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2012.
    • APA

      Inagaki, A. D. de M., & Pinhata, M. M. M. (2012). Toxoplasmose congênita em Sergipe: prevalência ao nascer e evolução clínica. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Inagaki AD de M, Pinhata MMM. Toxoplasmose congênita em Sergipe: prevalência ao nascer e evolução clínica. 2012 ;
    • Vancouver

      Inagaki AD de M, Pinhata MMM. Toxoplasmose congênita em Sergipe: prevalência ao nascer e evolução clínica. 2012 ;

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