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Uso do laser infravermelho em episiotomia: ensaio clínico aleatorizado (2012)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: ALVARENGA, MARINA BARRETO - EE
  • USP Schools: EE
  • Sigla do Departamento: ENP
  • Subjects: EPISIOTOMIA; TERAPIA A LASER; PERÍNEO; PARTO; ENSAIO CLÍNICO
  • Keywords: Clinical trial; Delivery; Laser therapy; Perineum
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: A episiotomia é uma ampliação cirúrgica do períneo amplamente utilizada na assistência ao parto, embora seu emprego rotineiro não seja justificado pelas evidências científicas. Está associada à dor e ao desconforto no período pós-parto. O Laser em Baixa Intensidade (LBI) vem se destacando na literatura como uma tecnologia promissora em relação ao tratamento de feridas. Apresenta efeitos de redução da dor, inflamação e estímulo à cicatrização. Objetivo: Avaliar os efeitos do laser em baixa intensidade na cicatrização da região perineal, na frequência e magnitude da dor perineal, após a episiotomia médio-lateral direita. Método: Ensaio clínico aleatorizado, paralelo e triplo cego, com uma amostra de 54 puérperas, divididas em grupo experimental (recebeu irradiação de laser) e controle (recebeu simulação de irradiação). As puérperas foram incluídas no estudo entre 6 e 10 horas após o parto no Alojamento Conjunto do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo. Os critérios de inclusão foram: idade 18 anos, idade gestacional 37 e <42 semanas; sem parto vaginal anterior; parto espontâneo de feto único, vivo e em apresentação cefálica, com episiotomia médio-lateral direita; ausência de processo infeccioso, hemorroidas, hematomas ou varizes na região vulvoperineal; não ter realizado preparo da região perineal na gravidez; não ter feito uso de drogas fotossensibilizantes e sem intercorrências clínicas ou obstétricas. Foram excluídas do estudo mulheres que utilizaram qualquer produto diferente de água e sabão na região vulvoperineal. A intervenção com o laser consistiu em três irradiações (primeira: de 6 a 10 horas após o parto, segunda: 20 a 24 horas e terceira: 40 a 48 horas após a primeira aplicação), com laser diodo infravermelho, meio ativo semicondutor Gallium-Aluminum-Arsenide(GaAIAs), tamanho do spot de 0,04 cm2, densidade de energia de 5J/cm2, potência de 20 mW, duração da irradiação de 10 segundos por ponto. Em cada sessão, a episiotomia foi irradiada em nove pontos diferentes, com 0,2J por ponto e energia total de 1,8J por sessão. Na simulação da irradiação, a ponteira que emite o laser vermelho foi modificada pelo próprio fabricante, que substituiu o laser por uma luz guia. Em ambos os grupos, a cicatrização perineal foi avaliada em quatro momentos: antes das três irradiações e 7 a 10 dias após a alta hospitalar, por meio da escala Redness Edema Echymosis Discharge Aproximation (REEDA). A avaliação da dor perineal foi feita em sete ocasiões: antes e após as três irradiações e 7 a 10 dias, após a alta hospitalar pelo questionamento de presença ou ausência de dor e pela escala numérica de 0 a 10. A coleta de dados foi realizada entre junho e outubro de 2011. Resultados: Foram randomizadas 54 mulheres (29 no grupo experimental e 25 no grupo controle). Houve perda de seguimento de 11 mulheres na última avaliação (7 a 10 dias). Os grupos foram semelhantes quanto às variáveis: idade materna em anos completos; Índice de Massa Corporal; idade gestacional; peso do recém-nascido em gramas; Apgar de 1º, 5º e 10º minutos; perímetro cefálico em centímetros; extensão da episiotomia em centímetros; número de gestações, partos e abortos; cor; escolaridade; profissão; estado marital; presença de acompanhante; número de doses analgésicas e intervalo entre a ingestão do analgésico e a avaliação.A anestesia raquidiana foi usada com maior frequência no grupo controle (p=0,043). Quanto à cicatrização, os grupos não diferiram na escala REEDA em nenhuma das avaliações. Quanto às médias de dor perineal, os grupos diferiram nas seguintes ocasiões: o experimental apresentou maiores médias de dor na avaliação antes (grupo experimental 4,5; grupo controle 2,0; p=0,002), após a primeira irradiação (grupo experimental 4,1; grupo controle 2,0; p=0,008), e após a terceira irradiação (grupo experimental 1,5; grupo controle 0,6; p=0,019). Quanto à presença de dor, não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos nos distintos momentos de avaliação. Não houve diferenças estatisticamente significantes entre os dois grupos entre a redução média de dor antes e após a irradiação laser, tanto em porcentagem quanto em relação a uma melhora <30% e 30%, nos três momentos em que a intervenção foi realizada. O procedimento foi considerado muito bom por 44,4% das mulheres, bom por 53,4% delas e ruim por 2,2% delas; 95,6% delas referiram o fariam novamente. Conclusão: O uso de LBI não teve efeito na cicatrização ou na frequência e na magnitude da dor perineal em mulheres com episiotomia, após o parto vaginal espontâneo.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 07.05.2012
  • Acesso online ao documento

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    EE10200026820T4147
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    • ABNT

      ALVARENGA, Marina Barreto; OLIVEIRA, Sonia Maria Junqueira Vasconcellos de. Uso do laser infravermelho em episiotomia: ensaio clínico aleatorizado. 2012.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-17072012-090122/ >.
    • APA

      Alvarenga, M. B., & Oliveira, S. M. J. V. de. (2012). Uso do laser infravermelho em episiotomia: ensaio clínico aleatorizado. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-17072012-090122/
    • NLM

      Alvarenga MB, Oliveira SMJV de. Uso do laser infravermelho em episiotomia: ensaio clínico aleatorizado [Internet]. 2012 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-17072012-090122/
    • Vancouver

      Alvarenga MB, Oliveira SMJV de. Uso do laser infravermelho em episiotomia: ensaio clínico aleatorizado [Internet]. 2012 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-17072012-090122/

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