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Elaboração e validação do diagnóstico de enfermagem dor de parto (2012)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: MAZONI, SIMONE ROQUE - INTER - ENFERMA
  • USP Schools: INTER - ENFERMA
  • Subjects: DOR; PARTO; DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM; ESTUDOS DE VALIDAÇÃO
  • Keywords: Labor pain; Medição da dor; Nursing diagnosis; Pain measurement; Validation studies
  • Language: Português
  • Abstract: O estudo teve como proposta analisar se o fenômeno da dor de parto está retratado no diagnóstico de enfermagem Dor Aguda da taxonomia NANDA-I e propor e validar o Diagnóstico Dor de parto. Seguiu-se os preceitos de Hoskins (1989) e Fehring (1986) para as fases da análise de conteúdo e validação clínica do diagnóstico. Na primeira fase foi analisado o conceito de "dor em situação de parto" segundo referencial teórico de Walker e Avant (2005) com sumarização dos dados analisados por meio de revisão integrativa da literatura à estrutura metodológica de Wittemore (2005). A construção do conceito "dor em situação de parto "reforçou a pertinência de se propor um novo diagnóstico e submetê-lo a análise por peritos. O diagnóstico construído foi submetido a dez enfermeiros obstetras, sendo o mesmo aprovado quanto à definição, fatores relacionados (fase ativa e período de expulsão), características definidoras e inseção do diagnóstico ao Domínio 12 - Conforto e à Classe 1 - Conforto físico; das 28 características definidoras submetidas às opiniões sobre o grau de indicação para o diagnóstico, 9 foram muito indicativas do diagnóstico: evidência observada de contração uterina à média ponderada de 0,95, alteração do tônus muscular (0,93), alteração da frequência respiratória (0,85), comportamento expressivo (0,85), expressão facial de dor (0,85), evidência observada de dor (0,85), diaforese (0,83), relato verbal ou codificado (0,80) e alteração da frequência cardíaca (0,80), sendo o cálculo DCV total igual a 0,73. Outras 13 foram validadas (escores maiores de 0,50) e 6 foram consideradas não representativas (escores inferiores a 0,50). As 22 características definidoras validadas foram testadas clinicamente em parturientes em fase ativa do trabalho de parto. Foram observadas 49 parturientes na fase ativa inicial (FAI) e 37 na fase ativa final (FAF).Para análise da homogeneidade entre as parturientes que fizeram uso de analgésicos e as que não fizeram uso de analgésicos e as variáveis intervenientes: indução de parto, característica da bolsa, líquido amniótico, técnicas alternativas para alívio da dor, relaxamento e descida fetal e intervenção analgésica e, para análise das diferenças de frequências de ocorrência de características definidoras entre as fases ativa inicial e final do trabalho de parto foi utilizado o teste exato de Fisher. Prova de Mann-Whitney foi realizada para a relação dos escores de intensidade de dor entre o uso e não uso do analgésico. Para análise da relação entre amplitude de pressão intrauterina e escores de dor, nas fases ativa inicial e final do trabalho de parto foi utilizado o teste de Correlação de Spearman. Seis características definidoras estiveram presentes na FAI, e também foram os indicadores principais na FAF, são elas: relato verbal ou codificado (FAI e FAF: 100%), evidência observada de contração uterina (FAI: 98%; FAF: 100%), alteração do tônus muscular (FAI: 98%; FAF: 100%), evidência observada de dor (FAI e FAF: 100%), comportamento expressivo (FAI: 93,9%; FAF: 100%) e expressão facial de dor (FAI: 87,8%; 100%). Em ambas as fases não foram observadas: alteração na frequência cardìaca, alteração na frequência respiratória, alterações na pressão sanguínea, dilatação pupilar, exceto para alteração da pressão arterial e dilatação pupilar em que houve presençaa em uma parturiente para cada indicador. Os resultados mostraram diferenças estatisticamente significantes (p <= 0,05) para diaforese, expressão facial de dor, gestos protetores/comportamento de defesa, posição antálgica para evitar dor, comportamento de distração, foco em si próprio e relato de pressão no no períneo, sendo estas predominantes na FAF.Observou-se correlação linear positiva entre a referência verbal (pelos escores de intensidade de dor) e a amplitude de pressão intrauterina, com aumento do escore de intensidade de dor à medida que aumenta a pressão em mmHg na fase ativa inicial (rS = 0,381; p = 0,008) e na fase ativa inicial de parturientes em uso do analgésico (rS = 0,758; p = 0,002). O estudo mostrou a dor em situação de parto como fenômeno peculiar a um evento fisiológico em seus diferentes períodos, com achados que apontam para um novo diagnóstico de enfermagem.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 14.09.2012
  • Acesso online ao documento

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    EE10200026912T4192
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    • ABNT

      MAZONI, Simone Roque; CARVALHO, Emilia Campos de. Elaboração e validação do diagnóstico de enfermagem dor de parto. 2012.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2012. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/83/83131/tde-06112012-193210/ >.
    • APA

      Mazoni, S. R., & Carvalho, E. C. de. (2012). Elaboração e validação do diagnóstico de enfermagem dor de parto. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/83/83131/tde-06112012-193210/
    • NLM

      Mazoni SR, Carvalho EC de. Elaboração e validação do diagnóstico de enfermagem dor de parto [Internet]. 2012 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/83/83131/tde-06112012-193210/
    • Vancouver

      Mazoni SR, Carvalho EC de. Elaboração e validação do diagnóstico de enfermagem dor de parto [Internet]. 2012 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/83/83131/tde-06112012-193210/

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