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Morfotectônica de províncias distensionais ativas: implicações para os modelos de preenchimento de bacias tipo rift (2012)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: STEINER, SAMAR DOS SANTOS - IGC
  • USP Schools: IGC
  • Sigla do Departamento: GSA
  • Subjects: MORFOTECTÔNICA; BACIAS SEDIMENTARES
  • Language: Português
  • Abstract: Bacias sedimentares distensionais estão entre as estruturas geológicas mais importantes e melhor estudadas, mas os modelos geológicos que associam tectônica, áreas de captação de drenagem, e distribuição e evolução de ambientes deposicionais ainda são qualitativos, apontando a falta de uma base estatística. Isso posto, é apresentado um estudo das características morfotectônicas de 25 bacias sedimentares distensionais e suas áreas de captação, representativas de cinco grandes províncias distencionais ativas: Rift do Leste Africano, Província Basin and Range, Rift Baikal, Graben do Reno e Sistema de Rift do Platô Tibetano. Os resultados mostram que as áreas de deformação total de cada bacia variam de 2.700 a 137.300 Km2, com 50% de bacias com áreas entre 8.500 e 33.600 Km2. A área com sedimentação ativa varia de 1.400 a 43.000 km2, e 50% destas estão entre 3.600 e 12.000 km2. Áreas de captação de drenagem apresentam um a variação muito maior, de 2.700 até 740.000 km2, 50% delas entre 15.000 e 112.000 km2. A relação entre área deformada e área de captação mostra uma clara divisão em duas classes, uma com bacias com área de captação com mais do dobro de tamanho da área deformada e outra composta por bacias com área de captação com tamanho até 10% maior que sua área deformada. Taxas de sedimentação aproximadas, calculadas a partir de dados coletados na literatura, variam de 0,05 até 0,49 m/Ka e a comparação deste dado com a área de captação não revela uma clara relação. 65% das zonas de transferência analisadas nas províncias distensionais estudadas apresentam drenagens, porém apenas 38% dos pontos de entrada de rios maiores, com parte de sua área de captação fora da área deformada, são associados a zonas de transferência. Esses dados contradizem modelos correntes no tocante à entrada de grandes rios na bacia sedimentar, que são responsáveispor grande parte do aporte sedimentar e não estão necessariamente ligados a estruturas deformacionais, como esperado. Sob outro ponto de vista, análises morfotectônicas das cinco áreas selecionadas revelaram o inesperado fato de que todas as bacias com grande área estão relacionadas a lagos profundos, independentemente da sua taxa de sedimentação ou tamanho da área de captação. Esta constatação sugere que talvez estes fatores não sejam o principal controle na formação de lagos profundos, mas que por outro lado a presença do próprio lago possa favorecer o desenvolvimento de um grande depocentro. De acordo com o modelo teórico proposto, a maior densidade do preenchimento sedimentar, quando comparada com a da água, pode por si só levar à divisão de depocentros e criar pequenas sub-bacias, através da ativação de planos de alto ângulo das falhas menores, cabendo às falhas lístricas mestras acomodar a distensão regional. Neste modelo, em bacias preenchidas com sedimento aluvial, o grande deslocamento das falhas antitéticas e sintéticas pode levar ao desenvolvimento de altos topográficos (associados à lapa das falhas) responsáveis por individualizar sub-bacias. A correlação entre lagos profundos e grandes depocentros também pode ser observada no Sistema de Rift Eocretáceo do leste da América do Sul, sugerindo que esta relação possa ser usada como ferramenta preditiva de fases famintas prolongadas em bacias sedimentares continentais, com implicações na previsão de rochas geradoras de hidrocarbonetos em bacias fósseis com base em dados geofísicos de sub-superfície.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 25.06.2012
  • Acesso online ao documento

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    IGC30900031214T S822 SS.m e.2
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    • ABNT

      STEINER, Samar dos Santos; ALMEIDA, Renato Paes de. Morfotectônica de províncias distensionais ativas: implicações para os modelos de preenchimento de bacias tipo rift. 2012.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44141/tde-22082012-175935/pt-br.php >.
    • APA

      Steiner, S. dos S., & Almeida, R. P. de. (2012). Morfotectônica de províncias distensionais ativas: implicações para os modelos de preenchimento de bacias tipo rift. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44141/tde-22082012-175935/pt-br.php
    • NLM

      Steiner S dos S, Almeida RP de. Morfotectônica de províncias distensionais ativas: implicações para os modelos de preenchimento de bacias tipo rift [Internet]. 2012 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44141/tde-22082012-175935/pt-br.php
    • Vancouver

      Steiner S dos S, Almeida RP de. Morfotectônica de províncias distensionais ativas: implicações para os modelos de preenchimento de bacias tipo rift [Internet]. 2012 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44141/tde-22082012-175935/pt-br.php

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