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A adoção e o adotável: do desbotar da memória à (des)construção da filiação (2013)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: OISHI, JéSSICA MARA - IP
  • USP Schools: IP
  • Sigla do Departamento: PSA
  • Subjects: ADOÇÃO; CRIANÇAS ADOTIVAS; PSICOLOGIA INSTITUCIONAL; ANÁLISE DO DISCURSO; PODER JUDICIÁRIO
  • Language: Português
  • Abstract: Diferentes modos de compreender a adoção, ao longo do tempo, deram molde para diferentes formas de fazer adoções. Atualmente, ela é definida como uma medida de proteção, tal como foi categorizada pelo Código de Menores e reafirmada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O objetivo deste trabalho foi analisar os discursos (de Lei, de agentes e da clientela interessados em adotar) que mostram, atualmente, a adoção e como é mostrado, nos discursos o adotável. Ancorada no método da Análise Institucional do Discurso (AID), a pesquisa foi concretizada por meio da análise de sete entrevistas, realizadas com cinco profissionais das varas da infância e da juventude da capital paulista (dois juízes, um promotor, uma assistente social e uma psicóloga) e duas pessoas interessadas em adotar, habilitadas no Cadastro Nacional de Adoção, bem como por meio da análise do texto da Lei 12.010/2009. O estudo indicou que houve transferência do poder de escolha dos pais biológicos e dos pais adotivos ao poder de decisão do Judiciário, sendo este a instituição que, atualmente, garante a concessão da adoção por juízes e seu reasseguramento por diferentes procedimentos técnicos. Percebemos que a adoção não é um fato pontual, mas um processo, que se inicia com a etapa de preparo, seja de casais e/ou pessoas interessadas em adotar, seja de crianças/adolescentes, para que se produza a aptidão para adoção. Verificamos que as diferenças entre a filiação adotiva e a filiação biológica seconfiguram como desigualdades, produzidas na qualificação do passado e da memória da criança como algo negativo e na constituição do adotável como uma criança vazia de impressão. A filiacão adotiva, ao invés de se constituir como uma filiação aditiva, se configura como uma filiação subtrativa; não se reconhece como substituição à filiação biológica, ao se admitir diferente, e não se estabelece como acréscimo, ao se identificar com a negatividade
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 17.05.2013
  • Acesso online ao documento

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    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    IP12300057561T HV875 O39a e.1
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    • ABNT

      OISHI, Jéssica Mara; GUIRADO, Marlene. A adoção e o adotável: do desbotar da memória à (des)construção da filiação. 2013.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47131/tde-30072013-114647/ >.
    • APA

      Oishi, J. M., & Guirado, M. (2013). A adoção e o adotável: do desbotar da memória à (des)construção da filiação. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47131/tde-30072013-114647/
    • NLM

      Oishi JM, Guirado M. A adoção e o adotável: do desbotar da memória à (des)construção da filiação [Internet]. 2013 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47131/tde-30072013-114647/
    • Vancouver

      Oishi JM, Guirado M. A adoção e o adotável: do desbotar da memória à (des)construção da filiação [Internet]. 2013 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47131/tde-30072013-114647/

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