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Exposição à endotoxina no ambiente de trabalho e pesquisa de associação com asma, alergia e sibilo (2014)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: FREITAS, AMANDA DE SOUZA - FMRP
  • USP Schools: FMRP
  • Subjects: ENDOTOXINAS; ASMA; HIPERSENSIBILIDADE RESPIRATÓRIA
  • Keywords: Asma; Doença ocupacional; Endotoxina; Sibilo; Asthma; Endotoxin; Occupational disease; Wheezing
  • Language: Português
  • Abstract: INTRODUÇÃO: Em países industrializados, as doenças pulmonares são as que mais se destacam quando o assunto é doença ocupacional. Entre os técnicos, cuidadores de animais, médicos e cientistas, as doenças respiratórias e alérgicas a animais de laboratório representam a principal doença ocupacional. Entre os agentes presentes na sujeira orgânica, as endotoxinas são as mais relacionadas às respostas inflamatórias e causadoras de uma série de doenças respiratórias. As endotoxinas, componentes externos das bactérias gram-negativas, são encontradas em várias concentrações em suspensão no ar ou depositadas na poeira do chão, em materiais e equipamentos, no ambiente domiciliar, urbano, rural e em alguns estabelecimentos. E inevitável a exposição à endotoxina, no entanto, o nível de exposição das vias aéreas pode ser muito variado. Alguns estudos mostraram a correlação dos sintomas apresentados pelos trabalhadores de laboratórios ou biotérios com o nível de exposição às endotoxinas. OBJETIVOS: Avaliar a exposição às endotoxinas, presentes na poeira de laboratórios e biotérios e a sua relação com asma, rinite e atopia apresentadas pelos trabalhadores. MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal, realizado na Universidade de São Paulo, campus Ribeirão Preto (USP-RP) e na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Foram coletadas amostras de poeira do chão de laboratórios e biotérios que continham rato, camundongo, cobaia, coelho ou hamster; e em laboratórios e salas administrativas que não tinham contato algum com esses animais. As amostras de poeira foram analisadas e a quantidade de endotoxina foi dosada pelo método "Limulus amebocyte Iysate" (LAL). Esta quantidade foi relacionada com variáveis clínicas dos trabalhadores destes locais (sintomas, reatividade brônquica, espirometria e testes alérgicos). RESULTADOS: Foram coletadas amostras de poeira de 145 locaisde trabalho. Destes 74 (51%) da USP-RP e 71 (49%) da UNICAMP. Noventa e dois (63%) locais de trabalho continham animais de laboratório (57 da USP-RP e 35 da UNICAMP) e 53 não os continham (17 da USP-RP e 36 da UNICAMP). Foram utilizados os dados de 751 trabalhadores, 412 formaram o grupo exposto a animais de laboratório e 339 o grupo não exposto. O grupo exposto a animais de laboratório apresentou maior quantidade de endotoxina, 55 ± 79 UE por mg de poeira, quando comparado com o grupo não exposto, 19 ± 27 UE/mg (p < 0,001 pelo teste t de Student). Quando estratificada, a quantidade de endotoxina em elevada e baixa quantidade, a alta concentração (acima de 20,4 UE/mg) de endotoxina se associou ao relato de sibiles nos últimos 12 meses. Ou seja, 27% dos trabalhadores expostos a elevadas concentrações relataram sibilas (p < 0,01 pelo teste do qui-quadrado). Porém, a quantidade de endotoxina não se associou com sintomas de rinite, com atopia, com o teste de hiperreatividade brônquica positiva. CONCLUSÃO: A exposição à endotoxina apresenta efeito no sistema respiratório dos trabalhadores mesmo não tendo se associado à asma. A alta concentração de endotoxina se associou com a presença de sibiles, ou seja, os trabalhadores de biotérios e de laboratórios que tem contato direto com animais de laboratório estão mais susceptíveis a apresentarem sibilas ao longo do ano, sendo necessárias medidas de prevenção para estes trabalhadores
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 10.04.2014
  • Acesso online ao documento

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    Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FMRP11200066305Freitas, Amanda de Souza
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    • ABNT

      FREITAS, Amanda de Souza; VIANNA, Elcio dos Santos Oliveira. Exposição à endotoxina no ambiente de trabalho e pesquisa de associação com asma, alergia e sibilo. 2014.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2014. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17139/tde-15052014-143801/ >.
    • APA

      Freitas, A. de S., & Vianna, E. dos S. O. (2014). Exposição à endotoxina no ambiente de trabalho e pesquisa de associação com asma, alergia e sibilo. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17139/tde-15052014-143801/
    • NLM

      Freitas A de S, Vianna E dos SO. Exposição à endotoxina no ambiente de trabalho e pesquisa de associação com asma, alergia e sibilo [Internet]. 2014 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17139/tde-15052014-143801/
    • Vancouver

      Freitas A de S, Vianna E dos SO. Exposição à endotoxina no ambiente de trabalho e pesquisa de associação com asma, alergia e sibilo [Internet]. 2014 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17139/tde-15052014-143801/

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