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Avaliação de disfunção telomérica em pacientes com carcinoma hepatocelular secundário à cirrose hepática (2014)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: SCATENA, NATÁLIA FERREIRA - FMRP
  • USP Schools: FMRP
  • Subjects: NEOPLASIAS HEPÁTICAS; CIRROSE HEPÁTICA; PROLIFERAÇÃO CELULAR
  • Language: Português
  • Abstract: Telômeros são sequências repetitivas (TTAGGG) localizadas nas extremidades de cromossomos lineares, cuja função principal consiste em proteger o DNA genômico. Células com alta capacidade proliferativa expressam uma enzima chamada telomerase, que atua na manutenção das sequências teloméricas. Vários estudos já apontaram a disfunção telomérica e mutações na telomerase como fatores relacionados à oncogênese e a um pior prognóstico em alguns tipos de câncer. Cirrose hepática é uma doença de alta incidência em todo o mundo, sendo que uma das complicações mais graves é o desenvolvimento de carcinoma hepatocelular (CHC), o qual representa a 2° maior causa mundial de morte em indivíduos com câncer. O presente estudo objetivou investigar a associação do comprimento telomérico e mutações na telomerase com o desenvolvimento de CHC. Amostras de 139 pacientes com CHC, secundário à cirrose hepática (83% constituído por homens) e de um grupo formado por 198 controles saudáveis foram avaliadas quanto a presença de mutações em componentes da telomerase (TERT e TERC), por meio de sequenciamento direto. A medida de comprimento telomérico destes pacientes foi obtida pelas metodologias de PCR quantitativo (qPCR) e Southern blot (SB) e comparado a um grupo controle composto por 261 indivíduos saudáveis, variando de 0 a 88 anos de idade. Foi observada uma correlação negativa entre comprimento telomérico e idade dos indivíduos avaliados por qPCR e SB, com uma perda de 48 pb/ano em controles e 73 pb/ano em pacientes com CHC. Não houve diferença no comprimento telomérico entre pacientes com CHC e controles, tanto por SB (p = 0,97) quanto por qPCR (p = 0,58), sugerindo que o comprimento telomérico não tem influência no desenvolvimento de CHC. Adicionalmente, detectou-se a presença de quatro mutações não sinônimas em TERT, observadas em heterozigose em quatro pacientes distintos,representando uma frequência de 3%, a qual se mostrou superior ao grupo controle, onde não foi detectada nenhuma mutação (p.0,028). São elas: A243V, T726M, A1062T e V1090M, de forma que as três últimas já foram descritas em pacientes com outras doenças graves como anemia aplástica, leucemia mielóide aguda e cirrose. A mutação A243V não é descrita e foi identificada em um paciente do sexo feminino, com 65 anos de idade, estágio avançado da doença e cirrose associada a infecção por HCV e alcoolismo. Os dados obtidos em nossa pesquisa mostraram que não há uma correlação direta entre o comprimento telomérico em amostras de sangue periférico e o desenvolvimento de CHC, enquanto mutações na telomerase foram caracterizadas como fatores genéticos de risco em casos de CHC associados à cirrose hepática
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 06.06.2014

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FMRP11200066359Scatena, Natália Ferreira
    How to cite
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    • ABNT

      SCATENA, Natália Ferreira; CALADO, Rodrigo Tocantins. Avaliação de disfunção telomérica em pacientes com carcinoma hepatocelular secundário à cirrose hepática. 2014.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2014.
    • APA

      Scatena, N. F., & Calado, R. T. (2014). Avaliação de disfunção telomérica em pacientes com carcinoma hepatocelular secundário à cirrose hepática. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Scatena NF, Calado RT. Avaliação de disfunção telomérica em pacientes com carcinoma hepatocelular secundário à cirrose hepática. 2014 ;
    • Vancouver

      Scatena NF, Calado RT. Avaliação de disfunção telomérica em pacientes com carcinoma hepatocelular secundário à cirrose hepática. 2014 ;

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