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Associações entre estado nutricional e estresse oxidativo proteico em pacientes após transplante renal (2014)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: MARINO, LARISSA VIEIRA - FMRP
  • USP Schools: FMRP
  • Sigla do Departamento: RCM
  • Subjects: TRANSPLANTE DE RIM; ESTRESSE OXIDATIVO; ESTADO NUTRICIONAL; INFLAMAÇÃO; METABOLISMO ENERGÉTICO
  • Language: Português
  • Abstract: O estado nutricional é um importante determinante na evolução clínica dos pacientes com doença renal crónica (DRC). No caso dos indivíduos submetidos ao transplante renal (TR), é comum se observar alterações no estado nutricional, que vão desde a desnutrição proteico energética ao sobrepeso/obesidade. Os pacientes com DRC apresentam também um desequilíbrio no estado redox conforme a função renal deteriora, resultando em estresse oxidativo e inflamação, os quais podem ser parcialmente revertidos após o TR. O objetivo do trabalho foi avaliar as associações entre estado nutricional, estresse oxidativo proteico e inflamação em pacientes no período pós-transplante renal imediato e tardio. O grupo de estudo foi formado por 35 pacientes transplantados renais com enxerto funcionante, com idade > 18 anos, sendo 21 homens (60%), com idade média de 46,89 ± 12,7 anos, índice de massa corporal médio pré-transplante 24,27 ± 3,7kg/m² e tempo médio de internação pós-transplante 30,29 ± 12,85 dias. Foram considerados, no momento da alta hospitalar e três meses depois, dados gerais, clínicos e antropométricos de cada paciente. A composição corporal foi analisada por impedância bioelétrica. A estimativa do gasto energético em repouso (GER) foi feita por calorimetria indireta, comparando-se ao gasto energético basal, para obtenção do fator injúria (FI). A ingestão alimentar habitual pós-transplante foi observada através de três registros alimentares, em dias não consecutivos. Também foram coletados exames bioquímicos de rotina, lipidograma completo, ferro sérico, ferritina, albumina, proteínas totais e proteína C reativa. Para avaliação do estresse oxidativo foram dosados os produtos proteicos de oxidação avançada (AOPP), além das vitaminas A, C e E. Após o transplante, verificou-se que a melhora gradativa da função renal foi acompanhada pela melhora do estadonutricional (aumento de 9,59% na albumina sérica e 7,45% nas proteínas totais); anemia (aumento de cerca de 20% na hemoglobina e hematócrito); inflamação (redução de 29,72% na ferritina) e estresse oxidativo (redução de 29,02% no AOPP), concomitante à normalização dos eletrólitos séricos e redução no GER, relativo ao peso corporal (6,85%). Em contrapartida, observou-se um aumento no peso (5,21%), principalmente na massa gorda e aumento no colesterol sérico. Verificou-se uma associação significativa entre o tempo de isquemia fria com as variações nos níveis de vitamina C e ângulo de fase; uma associação significativa entre tempo de internação e a variação de AOPP e associações entre o peso corporal pré-transplante com as mudanças na glicemia e massa gorda. Observou-se também uma correlação negativa e significativa entre a variação de proteínas totais com a variação no GER e FI. Além disso, notou-se que na alta hospitalar houve um ganho de peso maior e valores de albumina e proteínas totais menores entre os indivíduos que apresentaram rejeição durante o período de estudo. Pode-se concluir que o transplante renal melhora muitas das anormalidades que ocorrem no período dialítico, devido à restauração das funções do rim. Todavia, instauram-se novas anormalidades metabólicas, pelo uso da terapia imunossupressora e novos hábitos alimentares, os quais podem estar relacionados ao maior risco de eventos cardiovasculares, que comumente ocorrem nesses indivíduos
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 31.03.2014

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FMRP11200066274Marino, Larissa Vieira
    How to cite
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    • ABNT

      MARINO, Larissa Vieira; CHIARELLO, Paula Garcia. Associações entre estado nutricional e estresse oxidativo proteico em pacientes após transplante renal. 2014.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2014.
    • APA

      Marino, L. V., & Chiarello, P. G. (2014). Associações entre estado nutricional e estresse oxidativo proteico em pacientes após transplante renal. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Marino LV, Chiarello PG. Associações entre estado nutricional e estresse oxidativo proteico em pacientes após transplante renal. 2014 ;
    • Vancouver

      Marino LV, Chiarello PG. Associações entre estado nutricional e estresse oxidativo proteico em pacientes após transplante renal. 2014 ;

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