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Tudo que a gente faz na quebrada é política: vida associativa nas bordas da cidade (2014)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: MORENO, GILBERTO GERIBOLA - FE
  • USP Schools: FE
  • Subjects: AÇÕES; ASSOCIATIVISMO; GERAÇÕES; JOVENS; POLÍTICA; PERIFERIA; CRIME ORGANIZADO; SOCIOLOGIA EDUCACIONAL
  • Keywords: ação coletiva; association; associativismo; collective action; generations; gerações; jovens; outskirts; periferia; política; politics; youth
  • Language: Português
  • Abstract: Este trabalho é o resultado de uma pesquisa sobre a vida associativa nas periferias da cidade de São Paulo. Tem como problema de investigação as possíveis linhas de continuidade e ruptura nas formas de ação coletiva desenvolvidas por diferentes gerações. A pesquisa se realizou por meio de uma etnografia multi-localizada abordando cinco espaços associativos. Esse conjunto de espaços abrangeu grupos representativos das formas de vida associativa dos anos 1970/80 até manifestações mais recentes do associativismo popular. A etnografia apontou que os atores sociais caracterizam as diferentes formas da vida associativa como uma ação política. Seguindo essa perspectiva, foi possível constatar duas temporalidades políticas experimentadas pelos moradores das periferias: uma que se refere à política institucional e outra que diz respeito às ações realizadas no território. Detectaram-se diferentes dimensões do associativismo que perpassam o universo da política por um lado e, por outro, estão relacionadas à esfera da vida afetiva de seus membros. Ao acompanhar as ações de jovens militantes em um espaço marcado pela presença do crime, constatou-se que a vida associativa e a ação coletiva não sucumbiram às injunções do crime organizado sobre determinados espaços periféricos. Por fim, observou-se o acionamento da memória coletiva como um elemento de legitimação para a ação política de grupos juvenis de militantes. Observou-se que a política é uma categoria mobilizada pelos atores sociaissegundo suas próprias representações do universo político, constituindo-se um elemento importante para a compreensão das configurações sociais e das dinâmicas associativas das periferias. Respondendo à pergunta inicial da pesquisa, evidenciou-se que há um conjunto de ações e práticas políticas desenvolvidas atualmente que estão em linha de continuidade com as ações realizadas em outros períodos da história da vida associativa na cidade de São Paulo. Por outro lado percebem-se, também, alguns elementos que estão em ruptura com as anteriores formas de ação coletiva. Conclui-se que no universo da política, tal como ele é compreendido pelos moradores e militantes das periferias, o desenvolvimento das ações orienta-se por meio de lógicas de diferenciação e integração que articulam elementos de continuidade com outros que expressam rupturas nas práticas associativas desenvolvidas nos diferentes espaços
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 09.10.2014
  • Acesso online ao documento

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    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FE2662118-2032 M843t
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    • ABNT

      MORENO, Gilberto Geribola; ESPOSITO, Marilia Pontes. Tudo que a gente faz na quebrada é política: vida associativa nas bordas da cidade. 2014.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-09122014-111543/ >.
    • APA

      Moreno, G. G., & Esposito, M. P. (2014). Tudo que a gente faz na quebrada é política: vida associativa nas bordas da cidade. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-09122014-111543/
    • NLM

      Moreno GG, Esposito MP. Tudo que a gente faz na quebrada é política: vida associativa nas bordas da cidade [Internet]. 2014 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-09122014-111543/
    • Vancouver

      Moreno GG, Esposito MP. Tudo que a gente faz na quebrada é política: vida associativa nas bordas da cidade [Internet]. 2014 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-09122014-111543/

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