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Vasopressina ou norepinefrina no choque vasoplégico após a cirurgia cardíaca: estudo duplo-cego, controlado e randomizado (2014)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: Hajjar, Ludhmila Abrahão - FM
  • USP Schools: FM
  • Subjects: CIRURGIA TORÁCICA; VASOPRESSINAS; NOREPINEFRINA
  • Language: Português
  • Abstract: A síndrome vasoplégica é complicação comum após cirurgia cardiaca, com impacto negativo no prognóstico dos pacientes e nos custos hospitalares. A fisiopatologia desse fenômeno envolve a perda do tônus vascular secundária a processo inflamatório sistêmico, caracterizada pela depleção da vasopressina endógena. A vasopressina é comumente utilizada como adjunta às catecolaminas para adequar a pressão arterial em pacientes com choque séptico. Sua ação no choque vasoplégico é desconhecida. O objetivo desse estudo é avaliar o efeito da vasopressina comparada à norepinefrina no tratamento do choque vasoplégico em pacientes submetidos à cirurgia cardiaca. Métodos: Estudo prospectivo, randomizado e duplo cego. Foram avaliados 2365 pacientes submetidos a cirurgia cardíaca com circulação extra-corpórea no período de 1 ano. Os pacientes foram randomizados para receber vasopressina (0.01 a 0.06 U/minuto) ou norepinefrina (10 a 60 g/minuto). A infusão dos fármacos foi titulada para manter a pressão arterial média alvo. O desfecho primário foi um evento composto de morbidade grave em 30 dias de acordo com a Sociedade Torácica de Cirurgia (mortalidade, ventilação mecânica acima de 48 horas, mediastinite, re-exploração cirúrgica, acidente vascular cerebral e insuficiência renal aguda). Os desfechos secundários foram as complicações respiratórias, cardiovasculares, neurológicas, renais e infecciosas, tempo de internação na unidade de terapia intensiva e no hospital, níveis plasmáticos de vasopressina, ocorrência de eventos adversos e mortalidade em 90 dias.Resultados: Um total de 330 pacientes foram randomizados, e 300 pacientes receberam a medicação do estudo (149 pacientes receberam vasopressina e 151 norepinefrina), e foram incluídos na análise. Os pacientes do grupo vasopressina apresentaram menor incidência de complicações graves em 30 dias de observação quando comparados ao grupo norepinefrina (55% vs. 75,5%, P < 0,001). O grupo vasopressina apresentou uma incidência menor de insuficiência renal aguda (34,5% vs. 62,9%, P < 0,001), da necessidade de diálise (2,7% vs. 13,9%, P < 0,001), e de fibrilação atrial (63,8% vs. 82,1%, P < 0,001) em 30 dias. A vasopressina também reduziu o tempo de internação na unidade de terapia intensiva e no hospital, sem resultar em aumento dos eventos adversos. Conclusão: A vasopressina, quando comparada com a norepinefrina, reduz as complicações graves em pacientes com choque vasoplégico após cirurgia cardiaca
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 10.06.2014

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FM2664179-10W4.DB8 SP.USP FM-3 H178va 2014
    How to cite
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    • ABNT

      HAJJAR, Ludhmila Abrahão. Vasopressina ou norepinefrina no choque vasoplégico após a cirurgia cardíaca: estudo duplo-cego, controlado e randomizado. 2014.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014.
    • APA

      Hajjar, L. A. (2014). Vasopressina ou norepinefrina no choque vasoplégico após a cirurgia cardíaca: estudo duplo-cego, controlado e randomizado. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Hajjar LA. Vasopressina ou norepinefrina no choque vasoplégico após a cirurgia cardíaca: estudo duplo-cego, controlado e randomizado. 2014 ;
    • Vancouver

      Hajjar LA. Vasopressina ou norepinefrina no choque vasoplégico após a cirurgia cardíaca: estudo duplo-cego, controlado e randomizado. 2014 ;