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O controle do pH para facilitação da ventilação mecânica protetora em pacientes adultos com a síndrome do desconforto respiratório agudo (2014)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: PARK, MARCELO - FM
  • USP Schools: FM
  • Sigla do Departamento: MCM
  • Subjects: SÍNDROME DO DESCONFORTO RESPIRATÓRIO EM ADULTOS; INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA; VENTILAÇÃO; OXIGENOTERAPIA; SÍNDROME DO DESCONFORTO RESPIRATÓRIO EM ADULTOS
  • Language: Português
  • Abstract: A síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) é um motivo comum para o suporte ventilatório mecânico. O acometimento dos pulmões na SDRA é heterogêneo, causando colapso do parênquima em regiões com dependência gravitacional. Durante a ventilação mecânica convencional o ar é distribuído primariamente para regiões aeradas, e secundariamente para as regiões colapsadas. Este processo causa uma distensão excessiva das regiões aeradas e abertura com colapso cíclico das regiões colapsadas. Este processo causa lesão mecânica no tecido pulmonar, que gera inflamação local e sistêmica, com maior morbidade e mortalidade dos pacientes ventilados. A ventilação mecânica protetora envolve um volume corrente e uma pressão de distensão reduzidos (Volume corrente ≤ 6 mL/kg e uma pressão de platô ≤ 30 cmH2O), com uma reaeração contínua das áreas de colapso às custas de uma pressão expiratória final positiva. Em alguns pacientes essa redução do volume corrente leva à hipoventilação, resultando em hipercapnia. A retenção de CO2 pode ter efeitos benéficos na redução da lesão pulmonar, associada à redução da pressão de distensão do parênquima pulmonar e à hipercapnia propriamente dita, entretanto estes efeitos benéficos ainda são contraditórios, sendo que em situações associadas com uma pressão parcial de CO2 muito elevada, acidemia importante e infecções fora de controle adequado, existe um potencial de injúria maior aos pulmões já lesados. Cerca de 1/3 dos pacientes com SDRA ventilados de forma protetora, ainda apresentam hiperdistensão pulmonar na tomografia de tórax. Estes pacientes em geral apresentam uma pressão de platô acima de 26 cmH2O.Pacientes com hipoxemia mais grave (Relação P/F < 150 mmHg) podem se beneficiar de volumes correntes menores (3 mL/kg), conceituando a ventilação mecânica ultraprotetora. Nestes últimos pacientes a hipercapnia pode atingir níveis extremos. Além do mais, a coexistência de algum grau de acidose metabólica é comum nos doentes críticos, o que limita mais a possibilidade da ventilação mecânica protetora/ultraprotetora. Neste texto discuto o racional dos cuidados ao doente crítico com SDRA grave, com suas particularidades; discuto a origem da acidose metabólica, e os mecanismos possíveis de compensação renal para a hipercapnia. Uma ênfase é dada às formas de controle do pH tanto metabólicas quanto respiratórias. Do ponto de vista metabólico, discuto a possibilidade de infusão de álcali, e da substituição renal com dialisato/reposição que imite o que ocorre na fisiologia da hipercapnia crônica, onde o cloro baixo é fundamental. Discuto o papel da alta frequência moderada [40 – 60 inspirações por minuto (IPM)] para reduzir o volume corrente, que mostramos ser viável, mantendo um CO2 em níveis aceitáveis, e o porquê de frequências ≥ 300 IPM serem prejudiciais. Discuto as formas de retirada extracorpórea do CO2 e seus moduladores, que nosso grupo estuda atualmente formas de optimizar, descrevendo os sistemas de baixo fluxo, que necessitam de uma via de acesso convencional para substituição renal, e podem oferecer controle do CO2, controle metabólico e controle do balanço de fluidos. Concluindo, essas técnicas de controle do pH são viáveis de serem aplicadas a beira leito, mas o conhecimento fisiológico é essencial para sua aplicação segura.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 05.11.2014

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FM2664192-10W4.DB8 SP.USP FM-3 P261co 2014
    How to cite
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    • ABNT

      PARK, Marcelo. O controle do pH para facilitação da ventilação mecânica protetora em pacientes adultos com a síndrome do desconforto respiratório agudo. 2014.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014.
    • APA

      Park, M. (2014). O controle do pH para facilitação da ventilação mecânica protetora em pacientes adultos com a síndrome do desconforto respiratório agudo. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Park M. O controle do pH para facilitação da ventilação mecânica protetora em pacientes adultos com a síndrome do desconforto respiratório agudo. 2014 ;
    • Vancouver

      Park M. O controle do pH para facilitação da ventilação mecânica protetora em pacientes adultos com a síndrome do desconforto respiratório agudo. 2014 ;