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Estudo da correlação entre resistência insulínica, função cognitiva e avaliação cerebral por ressonância magnética em idosos (2014)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: NUNES, TIAGO FEROLLA - FMRP
  • USP Schools: FMRP
  • Sigla do Departamento: RCM
  • Subjects: COGNIÇÕES; INSULINA (RESISTÊNCIA); IDOSOS
  • Language: Português
  • Abstract: O envelhecimento da população é um fenómeno mundial, com isso, ocorre o aumento das doenças neurodegenerativas, dentre elas, a mais prevalente é a Doença de Alzheimer (DA). O melhor conhecimento da fisiopatologia da DA é um dos grandes desafios da medicina e a correlação da DA com fatores metabólicos como da Resistência insulínica (RI) é cada vez mais forte Testes neuropsicológicos e Ressonância Magnética são ferramentas de grande uso na DA, inclusive para o diagnóstico precoce, além de poder auxiliar na investigação dos fatores de risco para a doença. Participaram do estudo idosos, de ambos os sexos, com idade entre 60 e 80 anos e escolaridade maior que 2 anos Buscou-se comprovar e ou refutar a hipótese H0 de que a RM quantitativa é capaz de identificar diferenças estruturais no encéfalo dos pacientes com cognição preservada (controle) com e sem RI e nos pacientes com DA. Os pacientes foram submetidos a uma intervenção transversal com realização de consulta com médico geriatra, bateria de testes neuropsicológicos, RM e avaliação laboratorial. Observou-se que o Simple index Assessing Insulin Sensitivity (SiOGTT) foi um instrumento capaz de diferenciar os pacientes entre grupos mais ou menos RI. Os testes da avaliação neuropsicológica realizados no estudo foram capazes de identificar os pacientes com DA e controle. A RM demonstrou diferenças estruturais encefálicas entre os pacientes DA e controle, na espessura cortical do córtex entorrinal; volume de substancia branca das regiões: pré-cuneo, superior frontal, parahipocampal, entorrinal, e substancia branca total; além de redução do volume cortical do hipocampo, entorrinal, amígdala, parahipocampal, médio temporal, superior frontal, superior parietal e volume cortical total. Nos pacientes com menos Ri (SiOGTT > 0,28) a RM, verificou-se redução da espessura cortical dos pacientes com DA em relação aos controles,nas regiões parahipocampal e entorrinal; redução do volume cortical do hipocampo, amígdala e entorrinal; e redução do volume de substância branca nas regiões pré-cuneo, superior frontal, substância branca total, parahipocampal e entorrinal, demonstrando que, nessas regiões com menor efeito da RI, a DA acarreta em maior lesão estrutural encefálica. Os pacientes com DA avaliados pela RM, quando divididos por mais ou menos RI, demonstraram nas áreas: espessura cortical parahipocampal e entorrinal; volume de substancia branca total, parahipocampal, e entorrinal e volume cortical total, hipocampo, amígdala, entorrinal, superior frontal, superior parietal, parahipocampal e médio temporal maiores médias nos pacientes com mais RI que nos pacientes com menos RI, demonstrando a RI como fator que interfere positivamente nesses valores, rato discrepante em relação aos demais achados do estudo, possivelmente, pois quando avaliaram-se as variáveis da RM, apenas pela RI, foram encontrados maiores valores nos pacientes com mais RI como visto nas regiões: espessura cortical parahipocampal e volume cortical médio temporal. O volume de substância branca: da região parahipocampal e pré-cuneo na RM foram capazes de detectar evidência de diferença nos pacientes com mais RI entre controle e DA, estes com maior atrofia. Concluímos que a RI pode não ser um fator de risco na fisiopatologia da DA, naqueles pacientes sem outros fatores de risco cardiovasculares como Diabetes Mellitus e Hipertensão arterial, até mesmo a possibilidade de a RI não ter papel importante na fisiopatologia da DA
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 25.07.2014

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FMRP11200066521Nunes, Tiago Ferolla
    How to cite
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    • ABNT

      NUNES, Tiago Ferolla; MORIGUTI, Júlio César. Estudo da correlação entre resistência insulínica, função cognitiva e avaliação cerebral por ressonância magnética em idosos. 2014.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2014.
    • APA

      Nunes, T. F., & Moriguti, J. C. (2014). Estudo da correlação entre resistência insulínica, função cognitiva e avaliação cerebral por ressonância magnética em idosos. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Nunes TF, Moriguti JC. Estudo da correlação entre resistência insulínica, função cognitiva e avaliação cerebral por ressonância magnética em idosos. 2014 ;
    • Vancouver

      Nunes TF, Moriguti JC. Estudo da correlação entre resistência insulínica, função cognitiva e avaliação cerebral por ressonância magnética em idosos. 2014 ;

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