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Influência de indicadores de masculinização na atratividade e sexualidade humana (2014)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: PEREIRA, KAMILA JANAINA - IP
  • USP Schools: IP
  • Sigla do Departamento: PSE
  • Subjects: PSICOLOGIA EVOLUCIONISTA; SEXUALIDADE; ATRAÇÃO INTERPESSOAL; DIFERENÇAS SEXUAIS (PSICOGÊNESE); HORMÔNIOS SEXUAIS; COGNIÇÃO
  • Keywords: Atratividade; Attractiveness; Cognição espacial; Diferenças sexuais (Humano); Human Sex Differences; Spatial Cognition
  • Language: Português
  • Abstract: Homens geralmente são mais permissivos quanto ao sexo casual, sendo considerados mais irrestritos. Evolutivamente, essa estratégia sexual foi selecionada pelos homens apresentarem menor investimento parental e consequente maior investimento na competição e busca por parceiras, enquanto as mulheres, por apresentar alto investimento e sucesso reprodutivo relacionado à qualidade da prole, foram selecionadas para ser seletivas. Numa perspectiva proximal, o nível de hormônios masculinizantes pré-natais e da puberdade pode gerar essas diferenças intersexuais, assim como distinções intrassexuais, mas as evidências são ambíguas. Ademais, não está clara a conexão entre hormônios e julgamentos de si e realizados por terceiros quanto à atratividade. Avaliou-se a variação intersexual e intrassexual na sociossexualidade em função de indicadores anatômicos, cognitivo e psicológicos de masculinização e em função da autoavaliação e da avaliação feita pelo sexo oposto da atratividade. Participaram 54 mulheres (24,02 anos ± 4,86) e 51 homens (23,57 anos ± 3,89), estudantes da cidade de São Paulo, compreendendo diferentes cursos. Eles responderam voluntária e anonimamente a um questionário, contendo autoavaliações facial, corporal, vocal e comportamental quanto à feminilidade/masculinidade e atratividade; Inventário de Orientação Sociossexual-Revisado; e teste de rotação mental de Vandenberg, e mediu-se a taxa digital 2D:4D das duas mãos e as razões cintura/quadril feminina e cintura/ombromasculina. Ademais, as faces foram fotografadas e avaliadas quanto à atratividade: 27 mulheres (23,81 anos ± 3,87) avaliaram os rostos masculinos e 24 homens (23,66 anos ± 3,70) julgaram os femininos. As diferenças intersexuais foram: homens foram mais irrestritos, autodeclaram-se mais masculinos, foram mais masculinos cognitivamente e foram julgados como menos atraentes facialmente. Não houve diferença entre as razões 2D:4D e a atratividade autodeclarada. Nas variações intrassexuais femininas, apenas indicadores psicológicos se associaram com a sociossexualidade: mulheres mais irrestritas avaliaram sua voz como mais masculina e menos atraente. Ademais, mulheres cognitivamente mais masculinas foram julgadas como facialmente mais atraentes, participantes mais masculinas na razão 2D:4D avaliaram seu corpo como mais atraente, aquelas que se declararam mais atraentes também se julgaram como mais femininas e mulheres que avaliaram seu comportamento como mais feminino foram mais femininas na razão cintura/quadril. Nas variações intrassexuais masculinas, homens que se declararam mais atraentes, mais masculinos corporalmente, mais velhos e que tiveram razão 2D:4D mais feminina foram mais irrestritos. Demais, homens que foram julgados como mais atraentes se declararam mais atraentes facialmente e mais femininos em seu comportamento; taxa 2D:4D mais feminina se associou com rosto autodeclarado mais masculino; e participantes que se avaliaram como mais atraentes corporalmente tiveramombros mais largos. Então, este projeto mostrou que parte da sociossexualidade masculina pode ser explicada por algumas medidas anatômicas e por indicadores de valor de conquista, enquanto apenas os indicadores psicológicos se relacionaram com sociossexualidade feminina. Porém, indicadores de masculinização não se relacionaram entre si nem com a sociossexualidade, como algumas medidas se associaram de forma oposta ao esperado e algumas relações foram contraditórias entre si. Isso indica que o desenvolvimento dos indicadores de masculinização e seus efeitos podem ser parcialmente independentes entre si. Novos estudos examinando essas associações e outras amostras brasileiras são necessários
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 09.12.2014
  • Acesso online ao documento

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    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    IP12300055786T BF699 P436i e.1
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    • ABNT

      PEREIRA, Kamila Janaina; BUSSAB, Vera Silvia Raad. Influência de indicadores de masculinização na atratividade e sexualidade humana. 2014.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47132/tde-27032015-122424/ >.
    • APA

      Pereira, K. J., & Bussab, V. S. R. (2014). Influência de indicadores de masculinização na atratividade e sexualidade humana. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47132/tde-27032015-122424/
    • NLM

      Pereira KJ, Bussab VSR. Influência de indicadores de masculinização na atratividade e sexualidade humana [Internet]. 2014 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47132/tde-27032015-122424/
    • Vancouver

      Pereira KJ, Bussab VSR. Influência de indicadores de masculinização na atratividade e sexualidade humana [Internet]. 2014 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47132/tde-27032015-122424/