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Características clínicas e eletroencefalográficas de crianças portadoras de epilepsia benigna forma occipital avaliadas no serviço de epilepsia infantil do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (2014)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: HAES, TISSIANA MARQUES DE - FMRP
  • USP Schools: FMRP
  • Subjects: EPILEPSIA; CRIANÇAS; ELETROENCEFALOGRAFIA
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: O conhecimento sobre as características clínicas e eletroencefalográficas de crianças portadoras de epilepsia benigna da infância forma occipital (EBIO) no Serviço de Epilepsia Infantil do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto pode contribuir para a melhor caracterização dessa forma de epilepsia, possibilitando seu reconhecimento, diagnóstico e tratamento adequados, com vistas ao melhor estabelecimento do prognóstico. Dados na literatura sobre a frequência desse tipo de síndrome em ambulatórios especializados de hospitais terciários no Brasil são escassos, pretendendo-se, portanto, que este estudo contribua com tais informações. Método: Estudo descritivo sobre as características clínicas e eletroencefalográficas de 36 crianças com o diagnóstico de EBIO, rastreadas através de laudos de EEG realizados no período de 1997 ao final de 2011, que sugerissem correlação com essa epilepsia benigna, e através da busca por todas as crianças atendidas como consultas de triagem e caso novo no ambulatório de epilepsia infantil, nos anos de 2012 e 2013. Resultados: A frequência estimada de EBIO no serviço foi de 0,96% ao ano. Os 36 casos (63,8% do sexo masculino) foram classificados em 04 subgrupos destas epilepsias: 14 pacientes caracterizados como síndrome de Panayiotopoulos; 03, como síndrome de Gastaut; 04, num subgrupo Misto, por apresentarem características semiológicas de ambas as subsíndromes; e 15, em um subgrupo com semiologia letal inespecífica. A idade média de início das crises foi de 4 anos e 11 meses, não havendo diferença em relação aos subgrupos Panayiotopoulos e Gastaut, mas sendo significativamente maior no subgrupo Misto em relação ao Inespecífico (p=0,015). O número médio de crises foi de 3,27, sem diferença significativa entre os subgrupos; 30,56% das crianças apresentaram Status Epilepticus Autonómico; 22,2% dascrianças apresentaram alteração de comportamento, com hiperatividade em 16,6% do total da amostra; 22,22% das crianças tinham provável diagnóstico de migrânea; 100% das crianças tiveram evolução favorável, com 86,1% em uso de monoterapia antiepiléptica. O número total de EEG realizados foi de 97, sendo 30 normais e 67 anormais: desses, 53,6% evidenciavam foco de quadrante posterior (com 34% desses associados a focos em outras localizações), 15,4%, foco extraoccipital rolândico e 3%, foco extraoccipital não rolândico, isoladamente ou em combinações, e 3%, padrão multifocal. EEG consistentemente normal ocorreu em 5,5% dos casos, com 50% apresentando ao menos um traçado normal na sequência durante o período de seguimento. Conclusões: O estudo permitiu estabelecimento da frequência estimada de EBIO no HCFMRP-USP (0,96%/ano), e suas subsíndromes, bem como evidenciou, dentro do conceito unificado das EBIs, a interface entre EBIO e EBI Rolândica, do ponto de vista clínico e eletroencefalográfico. O perfil eletroencefalográfico nesta síndrome foi igualmente caracterizado em nossa amostra, com o predomínio de focos do quadrante posterior e possível ocorrência de paroxismos rolândicos, extra-rolândicos e multifocais, em registros sequenciais, bem como, de traçados normais. O conjunto de dados contribui para a melhor caracterização do diagnóstico desta síndrome no HCFMRP-USP e compreensão de suas variabilidades clínicas e eletrencefalográficas, no âmbito da síndrome de susceptibilidade a crises epilépticas da infância.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 29.10.2014

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FMRP11200066743Haes, Tissiana Marques de
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    • ABNT

      HAES, Tissiana Marques de; FERNANDES, Regina Maria França. Características clínicas e eletroencefalográficas de crianças portadoras de epilepsia benigna forma occipital avaliadas no serviço de epilepsia infantil do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. 2014.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2014.
    • APA

      Haes, T. M. de, & Fernandes, R. M. F. (2014). Características clínicas e eletroencefalográficas de crianças portadoras de epilepsia benigna forma occipital avaliadas no serviço de epilepsia infantil do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Haes TM de, Fernandes RMF. Características clínicas e eletroencefalográficas de crianças portadoras de epilepsia benigna forma occipital avaliadas no serviço de epilepsia infantil do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. 2014 ;
    • Vancouver

      Haes TM de, Fernandes RMF. Características clínicas e eletroencefalográficas de crianças portadoras de epilepsia benigna forma occipital avaliadas no serviço de epilepsia infantil do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. 2014 ;

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