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Efeito do treinamento resistido e aeróbio na composição corporal, na qualidade do sono, na qualidade de vida, na capacidade funcional e força de preensão palmar em idosos hipertensos (2014)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: BONARDI, JOSÉ MARIA THIAGO - FMRP
  • USP Schools: FMRP
  • Subjects: IDOSOS; HIPERTENSÃO; EXERCÍCIO FÍSICO
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: O processo de envelhecimento promove significativas alterações fisiológicas e patológicas. A compreensão destas alterações torna-se relevante à medida que a população de idosos vem crescendo rapidamente. Em 2050, o número de sexagenários irá ultrapassar o de jovens com menos de 15 anos no mundo. Diante desta realidade, torna-se necessária a promoção do envelhecimento saudável e a melhora da qualidade de vida dos idosos. Dentre as alterações associadas à idade, é possível mencionar: o aumento da pressão, diminuição da força e massa muscular esquelética, diminuição do condicionamento físico, que se relaciona com um aumento do sedentarismo e ganho ponderal. Assim, atividades físicas devem ser encorajadas para todos idosos com intuito de prevenir e minimizar as alterações ocasionadas pelo envelhecimento. Neste contexto, o exercício físico, principalmente o aeróbio, já está bem definido como intervenção fundamental, mas existem muitas lacunas no conhecimento e na aplicação do exercício anaeróbio ou resistido em idosos. Sabemos que quase 70% dos idosos são hipertensos e a maioria faz uso de medicações anti-hipertensivas, portanto, estudar os efeitos adicionais do treinamento resistido sobre massa, força muscular, qualidade do sono e de vida pode colaborar na definição de protocolos que comprovadamente beneficiem os idosos. Com isto, o objetivo do estudo foi avaliar o efeito do treinamento aeróbio (TA) e do treinamento aeróbio e resistido combinados (TAR) em idosos hipertensos sobre a composição corporal (massa magra, massa gorda, índice de massa corporal), qualidade do sono (QS), qualidade de vida (QV), força de preensão palmar (FPP) e capacidade funcional (CF). Casuística: Foram selecionados 44 voluntários independentes (84% mulheres) que foram randomizados para o TA (Grupo 1, n = 15), TAR (Grupo 2, n = 15) e controle (grupo 3, n = 14), com idadeentre 60 e 75 anos de idade, independentes, sob uso de medicações anti-hipertensivas, aleatoriamente alocados para os 3 grupos. Métodos: Os indivíduos foram avaliados previamente e posteriormente ao treinamento, com teste ergométrico para avaliação da CF, bioimpedância elétrica para composição corporal, Dinamômetro de mão para avaliar a (FPP), instalação de actígrafo para estimar a QS, utilizando-se o Índice de Fragmentação e Movimentação do Sono - IFM e questionários MINICHAL e SF-36 para a QV. O ecocardiograma foi realizado apenas no momento pré treinamento para exclusão de contraindicação ao exercício resistido. As sessões foram realizadas três vezes por semana, durante 10 semanas para os grupos 1 e 2 e o grupo 3 manteve suas atividades habituais. As sessões de exercício aeróbio iniciaram com duração de 30 minutos. O exercício resistido foi composto por um circuito de nove tipos de exercícios (4 para membros superiores, 4 para inferiores e 1 para tronco), iniciando com uma volta no circuito. Os treinamentos foram realizados na Academia de Ginástica Padovan, na cidade de Ribeirão Preto - SP. Estatística: Análise descritiva com média, desvio padrão e erro padrão, análise de variância de medidas repetidas para diferentes momentos, teste de Kruskal-Wallis para distribuição assimétrica e teste exato de Fisher, com significância estatística p≤0,05. Resultados: A média de idade foi de 68,5±dp anos, sem diferença entre grupos. Quando comparados os valores pré e pós treinamento do G1, G2 e G3, nesta ordem: Massa Magra (Kg) - 42±8 vs 42±7, p=0,65; 44±8 vs 44±7, p=0,85; 43±9 vs 43±9, p=0,93; Massa Gorda (Kg) - 26±6 vs 25±6, p=0,39; 24±6 vs 22±4, p=0,01; 25±6 vs 26±6 p=0,17; IMC (Kg/m2) - 29±3 vs 28±4, p=0,01; 28±3 vs 27±2, p=0,01; 27±3 vs 28±4, p=0,01; FPP (kg/f) – 24±4 vs 25±5, p=0,39; 25±6 vs 27±6, p=0,03; 22±5 vs 21±5, p=0,78;VO2(ml/Kg.min) - 25±7 vs 33±4, p=0,001; 28±9 vs 35±8, p=0,001; 28±9 vs 28±8 p=0,80; IFM - 36±14 vs 17±10, p=0,001; 41±20 vs 28±17, p=0,001; 31±13 vs 29±11, p=0,69), MINICHAL (pontos) - 10±4 vs, 6±3 p=0,001; 7±3 vs 4±2, p=0,001; 10±4 vs 11±5 p=0,026. Quanto à avaliação da qualidade de vida por meio do SF-36 (Raw scale) observou-se melhora apenas para G2 nos domínios Capacidade Funcional (p=0,04), Dor (p=0,01) e Estado de Saúde Geral (p=0,03). Conclusão: Conclui-se que o TA e o TAR foram eficazes na melhora da qualidade de vida pelo MINICHAL, na qualidade do sono, na capacidade funcional e na redução do IMC, quando se comparou com valores pré treinamento. Contudo, somente o grupo que realizou TAR apresentou aumento da força de preensão palmar, redução da massa gorda e melhora da qualidade de vida pelo SF-36, em relação aos valores pré treinamento.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 18.11.2014

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FMRP11200066711Bonardi, José Maria Thiago
    How to cite
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    • ABNT

      BONARDI, José Maria Thiago; LIMA, Nereida Kilza da Costa. Efeito do treinamento resistido e aeróbio na composição corporal, na qualidade do sono, na qualidade de vida, na capacidade funcional e força de preensão palmar em idosos hipertensos. 2014.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2014.
    • APA

      Bonardi, J. M. T., & Lima, N. K. da C. (2014). Efeito do treinamento resistido e aeróbio na composição corporal, na qualidade do sono, na qualidade de vida, na capacidade funcional e força de preensão palmar em idosos hipertensos. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Bonardi JMT, Lima NK da C. Efeito do treinamento resistido e aeróbio na composição corporal, na qualidade do sono, na qualidade de vida, na capacidade funcional e força de preensão palmar em idosos hipertensos. 2014 ;
    • Vancouver

      Bonardi JMT, Lima NK da C. Efeito do treinamento resistido e aeróbio na composição corporal, na qualidade do sono, na qualidade de vida, na capacidade funcional e força de preensão palmar em idosos hipertensos. 2014 ;

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