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Resultados da esofagectomia por videotoracoscopia em pacientes com câncer do esôfago (2015)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: SALLUM, RUBENS ANTONIO AISSAR - FM
  • USP Schools: FM
  • Subjects: DOENÇAS DO SISTEMA DIGESTÓRIO (CIRURGIA); GASTRECTOMIA; PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS DO SISTEMA DIGESTÓRIO; PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS MINIMAMENTE INVASIVOS; NEOPLASIAS ESOFÁGICAS; TORACOSCOPIA; COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS; COMPLICAÇÕES INTRAOPERATÓRIAS; MORTALIDADE; PROGNÓSTICO; SOBREVIDA
  • Language: Português
  • Abstract: A disseminação linfonodal no câncer do esôfago norteou o conceito de esofagectomia com ampla linfadenectomia propagado na década de 80. Elevadas taxas de complicações respiratórias impulsionaram a busca de métodos para minimizá-las. A esofagectomia minimamente invasiva propõe maior dissecção linfonodal e menos complicações relacionadas ás incisões. Em 2000 inicia-se no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo esta experiência. Objetivos: Avaliar resultados imediatos e tardios de pacientes submetidos à esofagectomia com linfadenectomia por videotoracoscopia no tratamento do câncer do esôfago. Método: Foram selecionados 107 pacientes de 2000 a 2013. Oitenta (74,8%) pacientes do sexo masculino, 97 (90,6%) com câncer espinocelular. Idade média de 57,4 anos e 32,7% submetidos á tratamento neoadjuvante. Todos, submetidos a esofagectomia em posição prona, linfadenectomia torácica e abdominal e gastroplastia cervical. Foram avaliadas as complicações intra, pós operatórias e mortalidade. O estadiamento patológico avaliado pela 7a. edição UICC e a extensão da linfadenectomia com o número de linfonodos ressecados, acometidos e a razão de linfonodos acometidos/ ressecados (RAD). A sobrevivência de cinco anos foi analisada de forma global, de acordo com o estadiamento TNM e com as variáveis: sexo, idade, tipo histológico, número de linfonodos dissecados, RAD, neoadjuvância e complicações operatórias. O modelo de Cox para análise da proporcionalidade dos riscos, fatores de prognóstico, sobrevivência e o modelo de Aalen de riscos aditivos foram utilizados. Resultados: Complicação intra-operatória foi de 2,8%: dois pacientescom instabilidade hemodinâmica e um com lesão do brônquio esquerdo, suturada. Complicações respiratórias foram 26,2%, infecciosas 8,4%, fístula cervical 17,7%, paresia de corda vocal 8,4%. Um paciente (0,93%) faleceu em 30 dias e mais 3 (2,8%) em 90 dias relacionados às complicações pulmonares com septicemia. Acometimento linfonodal ocorreu em 42% e 1/3 encontravam-se nos estádios III/IV. O número médio de linfonodos dissecados foi 31,6 (± 14,3), acometidos 1,57 (± 3,21) e a RAD 0,05 (± 0,09). A sobrevivência global foi 69% em cinco anos (IC 95%: 57% - 83%) com 75% nos estádios 0/I/II e 42% nos III/IV. Influenciaram a sobrevivência: o T3 com risco relativo de óbito 5,28 vezes maior (p = 0,009), o acometimento linfonodal RR= 2,61 (p = 0,048) e no estadiamento final, RR= 3,18 (p=0,013) para os estadios III/IV. Há tendência para pior sobrevivência para RAD >0,28 (p= 0,074). O risco incremental (Aalen) dos estádios mais avançados em relação ao 0/I é significativo (p=0,015) até o dia 600. Nos pacientes submetidos ou não á neoadjuvância não demonstrou-se diferença no número de linfonodos dissecados, acometidos e sobrevivência tardia. Conclusões: Em centro de referência de cirurgia esofágica, a esofagectomia minimamente invasiva por videotoracoscopia para o tratamento do câncer do esôfago mostra-se segura com baixos índices de morbimortalidade; eficaz, possibilitando extensa linfadenectomia e promove, nos pacientes com ou sem neoadjuvância, elevada sobrevivência tardia proporcional ao estadiamento cirúrgico
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 11.06.2015

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FM2713900-10W4.DB8^SP.USP^FM-3^S167re^2015
    How to cite
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    • ABNT

      SALLUM, Rubens Antônio Aissar. Resultados da esofagectomia por videotoracoscopia em pacientes com câncer do esôfago. 2015.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015.
    • APA

      Sallum, R. A. A. (2015). Resultados da esofagectomia por videotoracoscopia em pacientes com câncer do esôfago. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Sallum RAA. Resultados da esofagectomia por videotoracoscopia em pacientes com câncer do esôfago. 2015 ;
    • Vancouver

      Sallum RAA. Resultados da esofagectomia por videotoracoscopia em pacientes com câncer do esôfago. 2015 ;

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