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Obtenção de extratos secos de cagaita (Eugenia dysenterica DC) pelo método de atomização: avaliação das propriedades físicas e potencial funcional in vitro (2015)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: RAMIREZ, LUIS DANIEL DAZA - FCF
  • USP Schools: FCF
  • Subjects: COMPOSTOS FENÓLICOS; ALIMENTOS FUNCIONAIS; ATOMIZAÇÃO
  • Language: Português
  • Abstract: As frutas nativas brasileiras têm grande potencial agroindustrial e farmacêutico por serem excelentes fontes de compostos bioativos fenólicos. A cagaita (Eugenia dysenterica DC.), típica do Cerrado, se destaca por conter compostos fenólicos com alta capacidade de inibir as enzimas envolvidas no metabolismo de carboidratos in vitro. Esta ação também ocorre com o consumo de suco, que causa redução da hiperglicemia pós-prandial em seres humanos, tanto saudáveis como resistentes a insulina. No entanto, devido à alta perecibilidade dos frutos, o armazenamento, transporte e ampla distribuição destes torna-se fator limitante para sua incorporação na dieta. Dessa forma, a aplicação de processos que garantam a conservação dos componentes bioativos e facilitem o transporte e o armazenamento do material pode tornar o fruto mais atrativo para seu uso industrial. Este trabalho teve como objetivos a obtenção de extratos secos a partir do fruto da cagaita através da secagem por atomização, comparando a utilização de goma arábica e inulina como agentes carreadores e avaliando o efeito dos parâmetros de processo sobre as propriedades físico-químicas e estabilidade dos compostos fenólicos nos pós produzidos, assim como seu potencial funcional in vitro. A secagem do extrato bruto foi realizada variando-se a temperatura do ar de entrada (120, 140 e 160°C) e o tipo e a concentração dos carreadores (goma arábica - GA ou inulina - I; 10, 20 ou 30%). Os melhores rendimentos de processo foram os dos pós obtidos usando goma arábica como agente carregador (41% a 81%). Todas as amostras apresentaram menores valores de umidade e atividade de água quando comparadas com a amostra utilizada como controle (amostra liofilizada). O processo de atomização incrementou a solubilidade e reduziu a higroscopicidade das amostras. No caso das amostras obtidas usando GA como carreador, a temperatura de transiçãovítrea foi principalmente influenciada pela temperatura de ar de entrada. A concentração de carreador foi o parâmetro que mais influenciou a temperatura de transição vítrea das amostras com inulina. A morfologia das partículas foi influenciada por ambos os parâmetros, temperatura do ar de entrada e concentração do carreador. Os valores de retenção de fenólicos totais dos pós com goma arábica variaram de 88% a 99%, e para os pós obtidos com inulina, de 78% a 98%. A retenção das proantocianidinas variou de 72% a 98%, para os pós obtidos com goma arábica, e de 63% a 98%, para os pós obtidos com inulina. Altos coeficientes de correlação de Pearson, entre o conteúdo de fenólicos totais e a capacidade antioxidante das amostras contendo GA e inulina, foram obtidos de 0,90 a 0,99 (p < 0,05). A GA foi o material mais adequado para estabilizar os extratos e evitar a perda de compostos fenólicos ao longo do armazenamento. Comparadas com a acarbose (´CIIND.50´ = 0,013 mg/mL), as amostras apresentaram uma baixa inibição da enzima α-amilase, sendo que a concentração média inibitória (´CIIND.50´) dos extratos secos variou entre 11 a 107 mg/mL e entre 10 a 100 mg/mL, para os pós obtidos usando GA e inulina, respetivamente. Todas as amostras mostraram inibição da enzima α-glicosidase (6 mg/mL a 159 mg/mL e 13 mg/mL a 154 mg/mL, para os pós obtidos usando GA e inulina, respetivamente), mas a inibição observada foi média a baixa em comparação com a atividade do controle acarbose (´CIIND.50´ = 0,11 mg/mL). No entanto, a atividade dos fenólicos dos pós comparada com a acarbose foi boa, 0,3 a 1,1 mg GAE/mL para α-amilase e de 0,3 a 1,7 mg GAE/mL para α-glicosidase. Os pós apresentaram atividade inibitória contra Staphylococcus aureus e Listerya monocytogenes, semelhante aos antibióticos utilizados como controle positivo. Os resultados obtidos sugerem queos produtos do processo de secagem por atomização utilizando goma arábica apresentam melhores propriedades físicas que os pós obtidos utilizando inulina, e que o uso de secagem por atomização para obtenção de extratos secos de cagaita pode se tornar uma alternativa viável para reduzir os custos de transporte e evitar a deterioração dos compostos bioativos que estão relacionados com algumas propriedades benéficas para a saúde
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 22.06.2015
  • Acesso online ao documento

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    CQ30100021919-FT 641.1 D277o
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    • ABNT

      RAMIREZ, Luis Daniel Daza; GENOVESE, Maria Ines. Obtenção de extratos secos de cagaita (Eugenia dysenterica DC) pelo método de atomização: avaliação das propriedades físicas e potencial funcional in vitro. 2015.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9131/tde-29092015-132615/ >.
    • APA

      Ramirez, L. D. D., & Genovese, M. I. (2015). Obtenção de extratos secos de cagaita (Eugenia dysenterica DC) pelo método de atomização: avaliação das propriedades físicas e potencial funcional in vitro. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9131/tde-29092015-132615/
    • NLM

      Ramirez LDD, Genovese MI. Obtenção de extratos secos de cagaita (Eugenia dysenterica DC) pelo método de atomização: avaliação das propriedades físicas e potencial funcional in vitro [Internet]. 2015 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9131/tde-29092015-132615/
    • Vancouver

      Ramirez LDD, Genovese MI. Obtenção de extratos secos de cagaita (Eugenia dysenterica DC) pelo método de atomização: avaliação das propriedades físicas e potencial funcional in vitro [Internet]. 2015 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9131/tde-29092015-132615/

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