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Estrutura espacial urbana e mobilidade: o Caso da Região Metropolitana de São Paulo (2015)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: AGOSTINI, SABRINA HARRIS - FAU
  • USP Schools: FAU
  • Subjects: PLANEJAMENTO TERRITORIAL REGIONAL; PLANEJAMENTO DE TRANSPORTES
  • Language: Português
  • Abstract: A metrópole de São Paulo é a maior e mais importante aglomeração urbana do Brasil e está entre as dez maiores áreas urbanas do mundo. No entanto, a forma como acessibilidade espacial ocorre gera um fardo para a população e para a atividade econômica. Este trabalho pretende contribuir para a discussão de como melhorar a acessibilidade na Região Metropolitana de São Paulo estudando as características e impactos de estruturas espaciais urbana, analisando criticamente a estrutura espacial da metrópole e proporcionando sugestões de melhorias a fim de proporcionar uma mobilidade mais sustentável. Os procedimentos metodológicos incluem uma revisão bibliográfica sobre o tema e uma caracterização da estrutura espacial da Região Metropolitana de São Paulo, considerando a alocação de população, alocação de empregos e os padrões de deslocamento para os modais individual, coletivo e não motorizado. Apresentamos um relato da evolução recente, com dados das pesquisas de origem e destino realizadas pelo Metrô em 1997 e 2007 e da pesquisa de mobilidade de 2012. Também realizamos uma caracterização mais aprofundada com os dados da pesquisa de 2007. As cidades se desenvolvem com base no trade-off entre proximidade e mobilidade: a fim de maximizar as possibilidades de interação, as pessoas e as empresas tendem a se localizar onde o deslocamento necessário para executar essas interações requer menos custos financeiros, perda de tempo e desconforto. Esse processo molda a alocação espacial de atividades, que define parcialmente os hábitos de transporte. A estrutura espacial urbana pode ser caracterizada por sua escala (padrões compacto ou disperso), arranjo de densidades (padrão disperso ou clusterizado) e arranjo de atividade (padrão monocêntrico ou policêntrico). Estruturas espaciais com padrão mais compacto apresentam menores distâncias de viagem, reduzindo o impacto ambiental das viagens ContinuaContinuação e viabilizando o transporte não motorizado e coletivo, e levam a um uso mais eficiente da terra, menor custo de infraestrutura e maior equidade no acesso ao transporte. Já estruturas clusterizadas policêntricas são associadas com maior facilidade de acesso à terra. Existe um debate sobre a capacidade de estruturas policêntricas resultarem em uma aproximação generalizada de empregos e residências. A Região Metropolitana de São Paulo apresenta um padrão monocêntrico na escala metropolitana, com fortes movimentos pendulares da periferia para o centro expandido da iii capital. Durante o período de análise, foi observada uma realocação da população para áreas mais centrais da cidade e uma centralização dos empregos ainda mais forte, resultando no agravamento dos movimentos pendulares. Existe uma clara divisão modal por renda: as classes mais altas utilizam majoritariamente automóveis, enquanto as classes mais baixas utilizam majoritariamente transporte coletivo e não motorizado. Para o futuro, o novo plano diretor tem o mérito de caminhar na direção do desenvolvimento urbano orientado pelo transporte sustentável, porém os níveis de densidade máxima permitidos ainda são parecidos com o do plano anterior e a largura dos eixos de adensamento é restrita. Acreditamos ser vantajoso um aumento do adensamento em áreas próximas dos empregos; geração de polos de adensamento em áreas mais afastadas dos empregos, mas próximas das infraestruturas de transporte coletivo de alta velocidade, e desencorajamento do adensamento em áreas com baixa acessibilidade. Também é necessária uma gestão integrada dos transportes, provendo infraestrutura para viagens não motorizadas e viagens intermodais, e uma gestão dos impactos negativos do adensamento.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 05.03.2015
  • Acesso online ao documento

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    FAUPG20300018413043:711.4 H316e
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    • ABNT

      HARRIS, Sabrina; MÜLFARTH, Roberta Consentino Kronka. Estrutura espacial urbana e mobilidade: o Caso da Região Metropolitana de São Paulo. 2015.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16132/tde-29102015-092157/pt-br.php >.
    • APA

      Harris, S., & Mülfarth, R. C. K. (2015). Estrutura espacial urbana e mobilidade: o Caso da Região Metropolitana de São Paulo. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16132/tde-29102015-092157/pt-br.php
    • NLM

      Harris S, Mülfarth RCK. Estrutura espacial urbana e mobilidade: o Caso da Região Metropolitana de São Paulo [Internet]. 2015 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16132/tde-29102015-092157/pt-br.php
    • Vancouver

      Harris S, Mülfarth RCK. Estrutura espacial urbana e mobilidade: o Caso da Região Metropolitana de São Paulo [Internet]. 2015 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16132/tde-29102015-092157/pt-br.php

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