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Papel dos receptores intracelulares NOD1 e NOD2 na gênese da dor neuropática (2015)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: CECILIA, FLÁVIA VIANA SANTA - FMRP
  • USP Schools: FMRP
  • Subjects: RECEPTORES CELULARES; DOR; NOCICEPTORES; NEURÓGLIA
  • Keywords: Células gliais; Citocinas pró-inflamatórias; Dor neuropática; Hipersensibilidade nociceptiva; Receptores do tipo NOD; RIPK2; Glial cells; Neuropathic pain; Nociceptive Hypersensitivity; NOD-like receptors; Proinflammatory cytokines; RIPK2
  • Language: Português
  • Abstract: Nos últimos anos, inúmeros avanços têm sido alcançados no que diz respeito aos mecanismos moleculares que participam na indução e manutenção da dor crônica, incluindo ativação glial. Já foi demonstrado que alguns receptores de reconhecimento padrão (PRRs), como os receptores do tipo Toll (TLRs) participam desse processo e, que em modelos de inflamação/infecção do Sistema Nervoso Central, os TLRs e os receptores do tipo NOD (NLRs) cooperam na ativação das células da glia, o que nos levou a hipotetizar que os receptores NOD1 e NOD2 também possam desempenhar um papel importante no processo de dor crônica. O NOD2 é responsável pela detecção intracelular do muramil dipeptídeo (MDP) enquanto que NOD1 reconhece o ácido diaminopimélico (iE-DAP), ambos os padrões moleculares associados a patógenos (PAMPs) encontrados no peptideoglicano de bactérias. Após o reconhecimento, NLRs recrutam diretamente RIPK2 (proteína 2 de interação com o receptor RICK), uma serina-treonina quinase importante na ativação do fator nuclear κB (NF-κB). Assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar a participação de NOD1 e NOD2, via RIPK2, no desenvolvimento da hipersensibilidade mecânica neuropática focando principalmente nos mecanismos espinais envolvidos. Dessa maneira, foi observado que os animais NOD1-/-, NOD2-/- e RIPK2-/- apresentaram redução significativa da hipersensibilidade nociceptiva mecânica quando comparado aos animais selvagens após indução de neuropatia periférica pelo modelo experimental de lesão limitada do nervo isquiático (SNI, Spared Nerve Injury). Ao contrário, a hipersensibilidade inflamatória induzida pelo adjuvante completo de Freud (CFA) não foi reduzida nesses animais. A redução da dor neuropática em NOD1-/-, NOD2-/- e RIPK2-/- foi associada a uma diminuição da expressão de IBA-1, GFAP, IL-1ß, TNF-α e P2X4 na medula espinal quando comparado ao grupo WT.In vitro, foi observado que culturas primárias de micróglia não induziram liberação de IL-1ß, TNF-α, IL-6 em resposta ao MDP (10μg/mL) e iE-DAP (100ng/mL). No entanto, quando o MDP foi administrado juntamente com uma baixa concentração de lipopolissacarídeo (LPS) (0,1 ng/mL), apresentou uma forte produção destas citocinas. Além disso, também foi demonstrado que células periféricas que infiltram na medula espinal podem expressar NOD1 e NOD2 e, portanto serem capazes de induzir hipersensibilidade mecânica e ativação microglial após a indução de neuropatia. Dessa maneira, os resultados sugerem que NOD1 e NOD2, via RIPK2, contribuem para a gênese da dor neuropática, possivelmente mediando a liberação de citocinas pró-nociceptivas e a ativação de células gliais. Além disso, os resultados apontam ação potencial de NOD2 com TLR4 no intuito de estimular a ativação glial. Estes mecanismos representam uma nova abordagem para elucidar os mecanismos envolvidos na fisiopatologia da dor crônica e um possível alvo para o desenvolvimento de drogas para o tratamento da dor neuropática
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 29.07.2015
  • Acesso online ao documento

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    Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FMRP11200067826Santa Cecília, Flávia Viana
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    • ABNT

      SANTA-CECÍLIA, Flávia Viana; CUNHA, Thiago Mattar. Papel dos receptores intracelulares NOD1 e NOD2 na gênese da dor neuropática. 2015.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2015. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17133/tde-01022016-111957/ >.
    • APA

      Santa-Cecília, F. V., & Cunha, T. M. (2015). Papel dos receptores intracelulares NOD1 e NOD2 na gênese da dor neuropática. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17133/tde-01022016-111957/
    • NLM

      Santa-Cecília FV, Cunha TM. Papel dos receptores intracelulares NOD1 e NOD2 na gênese da dor neuropática [Internet]. 2015 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17133/tde-01022016-111957/
    • Vancouver

      Santa-Cecília FV, Cunha TM. Papel dos receptores intracelulares NOD1 e NOD2 na gênese da dor neuropática [Internet]. 2015 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17133/tde-01022016-111957/

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