Ver registro no DEDALUS
Exportar registro bibliográfico

Taxa metabólica basal em Rodentia: efeitos da fossorialidade e da temperatura ambiental (2015)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: BRAGA, ANA PAULA FABIO CARVALHO PENA - FFCLRP
  • USP Schools: FFCLRP
  • Sigla do Departamento: 592
  • Subjects: METABOLISMO BASAL; ESCAVAÇÃO SUBTERRÂNEA; RODENTIA; EVOLUÇÃO
  • Language: Português
  • Abstract: A princípio a taxa metabólica é a medida da produção de ATP por um organismo que será utilizada em processos de manutenção da homeostase, reprodução e crescimento. A taxa metabólica é ditada por propriedades intrínsecas do organismo e por propriedades do ambiente (e.g. restrições alimentares, temperatura ou período do dia). Assim, variações da taxa metabólica de um indivíduo podem ser observadas frequentemente. Há variação da taxa metabólica de acordo com a linhagem e pressões seletivas por um táxon. Evolutivamente, variações da taxa metabólica podem ser selecionadas em função de diferentes hábitos ecológicos, climas, dietas ou serem herdadas de um ancestral comum. Mamíferos subterrâneos são comumente associados a taxas metabólicas reduzidas, entretanto não há consenso sobre qual o valor adaptativo desta redução. T. setosus, T. yonenagae e C. bishopi são roedores da família Echimyidae que representam o continuo entre roedores terrestres e subterrâneos. O objetivo deste trabalho foi caracterizar a relação entre taxa metabólica basal e de escavação em cada uma destas espécies buscando padrões que pudessem ser atribuídas ao habito. Uma vez que os gastos enérgicos ocorrem em função do comportamento de escavação e que roedores subterrâneos devem apresentar uma boa eficiência no deslocamento do solo, buscou-se avaliar a eficiência e os comportamentos associados à escavação em cada uma das espécies. Por fim, testou-se a premissa de que roedores subterrâneos apresentariam taxas metabólicas inferiores àquelas apresentadas por roedores terrestres. As taxas metabólicas basais não diferem entre os três roedores, contrariando a hipótese inicial de que as menores taxas metabólicas basais seriam encontradas em C. bishopi. Por provável falha na metodologia, não foi possível obter as taxas metabólicas de escavação. A análise comportamental demonstrou queo comportamento de escavação está presente nas três espécies, entretanto apenas as espécies que vivem em galerias, T. yonenagae e C. bishopi, apresentaram o comportamento de remoção do substrato. Não foi verificado efeito do hábito na variação da taxa metabólica basal em Rodentia, no entanto a temperatura ambiental está relacionada à taxa metabólica basal, sendo que quanto maior a temperatura ambiental, menores às taxas metabólicas. Ainda que a fossorialidade não esteja relacionada com taxas metabólicas reduzidas em roedores, estes organismos continuam utilizando nichos com alto custo de locomoção e prováveis limitações na convecção de ar. Nesse sentido, os mecanismos fisiológicos e comportamentais pelos quais a sobrevivência neste habitat é possível permanecem um campo interessante para discussão
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 16.10.2015

  • How to cite
    A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas

    • ABNT

      BRAGA, Ana Paula Fábio Carvalho Pena; KLEIN, Wilfried. Taxa metabólica basal em Rodentia: efeitos da fossorialidade e da temperatura ambiental. 2015.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2015.
    • APA

      Braga, A. P. F. C. P., & Klein, W. (2015). Taxa metabólica basal em Rodentia: efeitos da fossorialidade e da temperatura ambiental. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Braga APFCP, Klein W. Taxa metabólica basal em Rodentia: efeitos da fossorialidade e da temperatura ambiental. 2015 ;
    • Vancouver

      Braga APFCP, Klein W. Taxa metabólica basal em Rodentia: efeitos da fossorialidade e da temperatura ambiental. 2015 ;

    Últimas obras dos mesmos autores vinculados com a USP cadastradas na BDPI:

    Digital Library of Intellectual Production of Universidade de São Paulo     2012 - 2019