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Investigação do papel da Prostaglandina F2-alfa sintase na interação entre Leishmania braziliensis e hospedeiro (2015)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: FERREIRA, ELIZA VANESSA CARNEIRO ALVES - FMRP
  • USP Schools: FMRP
  • Sigla do Departamento: RBP
  • Subjects: LEISHMANIA BRASILIENSIS; PROSTAGLANDINAS; VIRULÊNCIA
  • Language: Português
  • Abstract: A descoberta da produção de prostaglandinas (PGs) pelos tripanossomatídeos é recente e o papel biológico dessas PGs no parasito ou sua influência sobre o curso da infecção ainda são pouco conhecidos. Resultados obtidos anterioremente (E. V. C. Alves-Ferreira, Mestrado), quando estudamos isolados clínicos de Leishmania braziliensis resgatados de lesões cutâneas e das mucosas (LbrC¹ e LbrM1), sugeriram haver correlação entre nível de expressão da Prostaglandina F2α sintase (PGF2S) e o comportamento do parasito no hospedeiro, acentuando a importância de investigar o papel desta PGF2S. Além disso, a PGF2S foi identificada no secretoma de L. braziliensis e análises in silico sugerem alto potencial "de drogabilidade". Esse conjunto de dados nos estimularam a prosseguir com o estudo sobre a possível correlação entre os níveis de LbrPGF2S (e de seu produto Prostaglandina F2α), e o grau de infecção e características do tropismo do parasito na progressão da doença em modelo animal. Neste estudo observamos, por meio de análises in silico, que a sequência da proteína prostaglandina F2α sintase (PGF2S) de Leishmania braziliensis é altamente conservada entre as diferentes espécies de Leishmania, e possui menor grau de identidade se comparada às sequências das proteínas PGF2S de humanos e camundongos, compartilhando cerca de 34 a 39% de identidade. No entanto, a proteína LbrPGF2S apresenta domínios proteicos semelhantes às proteínas PGF2S de mamíferos, destacando a presença de três domínios aldo-ceto-redutase 3 (AKR), e dois em Leishmania braziliensis. Observamos que o segundo domíno AKR de L. braziliensis é seguido de uma região putativa de clivagem para secreção. Adicionalmente, demonstramos que LbrPGF2S é expressa e secretada em seu tamanho predito (33kDa) por promastigotas em cultura axênica, e identificamos perfil proteico sugestivo de que em amastigotas a enzima seja clivadae demonstramos sua secreção para o citoplasma da célula hospedeira. Confirmamos que promastigotas, em fase logarítmica e estacionária, sintetizam prostaglandina F2α na presença de ácido araquidônico. Por imunofluorescência demonstramos que a LbrPGF2S apresenta-se dispersa no citoplasma do promastigota com forte marcação na região do bolso flagelar. Para melhor compreensão do papel da LbrPGF2S no parasito, desenhamos e desenvolvemos vetores para a superexpressão de LbrPGF2S ectópica e integrada no lócus ribossômico; na forma de integração, a proteína fluorescente mCherry foi fusionada ao seu N-terminal (mChPGF2S). A superexpressão ectópica foi confirmada por Southern e Western blotting e a integrada por PCR e Western blotting. Observamos que a proteína mChPGF2S é secretada pelo amastigota para o citoplasma dos macrófagos hospedeiros durante infecções in vitro por até 48h. Adicionalmente, em infecção in vitro de macrófagos empregando promastigotas selvagens, parasitos superexpressores ectópicos pXLbrPGF2S e parasitos controle (pXNEO), detectamos uma correlação positiva ente o nível de expressão de LbrPGF2S a porcentagem de macrófagos infectados e a de amastigotas por macrófagos. Também avaliamos os níveis de Prostaglandina F2α e nitrito nos sobrenadantes de macrófagos infectados com parasitos superexpressores de LbrPGF2S e controle e observamos que macrófagos infectados com os parasitos superexpressores produzem significativamente mais nitrito que os macrófagos infectados com os parasitos controle ao passo que não foram detectadas diferenças significativas nos níveis de PGF2α entre os grupos. Posteriormente, em infecções in vitro em macrófagos utilizando uma cepa de L. braziliensis hipervirulenta, observamos que a presença do antagonista do receptor da prostaglandina F2α de mamíferos, prostaglandina F2α dimetilamida, diminui drasticamente a porcentagem demacrófagos infectados e o número de amastigotas por macrófago. Para avaliar a influência da LbrPGF2S durante a infecção in vivo, desenvolvemos ensaios de migração celular e analisamos as populações de macrófagos, neutrófilos e células dendríticas após 48h e 7 dias de infecção nas orelhas de camundongos BALB/c, mas não detectamos diferenças significativas. O conjunto dos nossos resultados nos permitem sugerir que a LbrPGF2S é relevante para a interação parasito-hospedeiro
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 04.11.2015

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FMRP11200067940Ferreira, Eliza Vanessa Carneiro Alves
    How to cite
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    • ABNT

      FERREIRA, Eliza Vanessa Carneiro Alves; CRUZ, Ângela Kaysel. Investigação do papel da Prostaglandina F2-alfa sintase na interação entre Leishmania braziliensis e hospedeiro. 2015.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2015.
    • APA

      Ferreira, E. V. C. A., & Cruz, Â. K. (2015). Investigação do papel da Prostaglandina F2-alfa sintase na interação entre Leishmania braziliensis e hospedeiro. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Ferreira EVCA, Cruz ÂK. Investigação do papel da Prostaglandina F2-alfa sintase na interação entre Leishmania braziliensis e hospedeiro. 2015 ;
    • Vancouver

      Ferreira EVCA, Cruz ÂK. Investigação do papel da Prostaglandina F2-alfa sintase na interação entre Leishmania braziliensis e hospedeiro. 2015 ;