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Correlação entre hemograma e audiometria convencional e de alta frequência em frentistas de postos de combustíveis (2016)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: LOPES, ANDRÉA CINTRA - FOB
  • USP Schools: FOB
  • Subjects: CONTAGEM DE CÉLULAS SANGUÍNEAS; AUDIOMETRIA DE ALTA FREQUÊNCIA; FRENTISTAS
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: Estudos feitos em todo o mundo demonstraram que a incidência de perdas auditivas em trabalhadores é frequente. O que era ignorado é que a perda auditiva relacionada ao trabalho não é causada apenas pelo ruído, mas pode ser causada ou potencializada por agentes químicos, como solventes orgânicos ototóxicos, encontrados nos ambientes de trabalho. Existem evidências de que estes produtos químicos podem levar a perda auditiva independentemente da presença do ruído. E ainda de que esta interação ruído/ produtos químicos levaria uma perda auditiva muito maior do que a perda auditiva resultante da exposição isolada ao ruído ou ao produto químico. Ou seja, haveria um sinergismo entre estes dois agentes.Dentro da lista de locais de trabalho que estão expostos aos solventes encontram-se os postos de combustíveis, uma vez que a gasolina e outros combustíveis contém químicas tóxicas como o benzeno que podem trazer uma ampla variedade de prejuízo a saúde, incluindo o câncer.O hemograma é um dos principais instrumentos laboratoriais para detecção de alterações sanguíneas causadas por efeitos na medula óssea em casos de exposição ao benzeno, já que é facilmente detectado o número de leucócitos presente no sangue. A leucopenia é a manifestação hematológica mais frequente de comprometimento pelo benzeno, e pode ser chamada de ocupacional, toda vez que estiver relacionada a exposição dentro do ambiente de trabalho.Já para controle auditivo é essencial que se realize audiometria tonal liminar básica, e preferencialmente, de altas frequências para que se identifique com clareza uma perda auditiva ocupacional. Nesse sentido, o monitoramento da população exposta aos combustíveis faz-se necessária, uma vez que a contaminação por estes produtos pode afetar o sistema auditivo.O presente estudo faz parte de uma coleta ampliada, voltada às exposições ambientais dos frentistas e teve como objetivo relacionar o perfil audiológico e a presença de leucopenia no hemograma destes trabalhadores. Por meio de um questionário a pesquisadora selecionou dois postos de combustível da cidade de Bauru e os classificou como P1 – Posto com menor movimento e P2- Posto de maior movimento, levando em consideração o fluxo de abastecimento por dia. 8 trabalhadores de cada posto foi submetido a coleta de sangue e à audiometria tonal liminar básica e de altas frequências. Nos resultados foram encontrados limiares dentro da normalidade em todos os casos, porém, todos eles apresentaram o traçado característico da perda auditiva ocupacional em evolução, ou seja com entalhes nas frequências de 3 a 6 KHz. O Hemograma se mostrou alterado, com redução de leucócitos, em 9 dos 16 participantes sendo que estes 9 apresentaram os maiores limiares das frequências médias e altas. Conclui-se que a exposição a agentes ototóxicos pode estar relacionado a perda auditiva ocupacional, e comprova a necessidade de submeter esta população à um programa de controle médico de saúde ocupacional, assim como um programa de conservação auditiva, visto que estes dados sugerem desencadeamento de perda auditiva e leucopenia ocupacional.
  • Imprenta:
  • Conference titles: EIA - Encontro Internacional de Audiologia

  • How to cite
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    • ABNT

      BOZZA, Amanda; LOPES, Andrea Cintra. Correlação entre hemograma e audiometria convencional e de alta frequência em frentistas de postos de combustíveis. Anais.. São Paulo: Academia Brasileira de Audiologia, 2016.
    • APA

      Bozza, A., & Lopes, A. C. (2016). Correlação entre hemograma e audiometria convencional e de alta frequência em frentistas de postos de combustíveis. In . São Paulo: Academia Brasileira de Audiologia.
    • NLM

      Bozza A, Lopes AC. Correlação entre hemograma e audiometria convencional e de alta frequência em frentistas de postos de combustíveis. 2016 ;
    • Vancouver

      Bozza A, Lopes AC. Correlação entre hemograma e audiometria convencional e de alta frequência em frentistas de postos de combustíveis. 2016 ;