Ver registro no DEDALUS
Exportar registro bibliográfico

Geologia da região de Colatina (ES): uma abordagem geocronológica, petrográfica e estrutural por ASM (2016)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: LOPES, RENAN GARCIA - IGc
  • USP Schools: IGc
  • Sigla do Departamento: GMG
  • Subjects: GEOLOGIA ESTRUTURAL; GEOLOGIA; PETROGRAFIA; GEOCRONOLOGIA
  • Keywords: Araçuaí Belt; ASM; ASM; Faixa Araçauí
  • Language: Português
  • Abstract: A porção leste do Orógeno Araçuaí, de idade neoproterozoica, compreende uma extensa área composta por anatexitos, leucogranitos, kinzigitos e granulitos migmatizados, que provavelmente estão correlacionados com o registro de uma ampla fusão parcial da crosta intermediária a inferior. Na região de estudo afloram rochas do Complexo Nova Venécia, que é caracterizado por ortogniasses e, sua paragênese é dada pela associação entre cordierita + granada + biotita + feldspato potássico + plagioclásio + quartzo e, a presença de sillimanita indica que estas rochas chegaram a fácies anfibolito superior. São rochas que variam de metatexitos a diatexitos com ampla variação das estruturas de fusão parcial. A mineralogia observada no ortognaisse é praticamente a mesma encontrada no granitoide Colatina - aflorante na região, com exceção dos minerais metamórficos cordierita e sillimanita, observadas pontualmente na região de estudo. Com relação à deformação na região de estudo, nota-se que esta deu-se de forma contínua, indo desde o estágio pré-colisional até o pós-colisional, estando o registro desta, tanto no bandamento gnáissico, quanto na anisotropia de suscetibilidade magnética (ASM) e nos cristais de plagioclásio deformados observados no Norito, que possui ocorrência restrita na área. A mineralogia magnética é dada principalmente minerais ferromagnéticos oblatos, sendo estes a magnetita e em menores proporções a pirrotita e maghemita, podendo também ter influência de mineraisparamagnéticos como a biotita. Foram identificadas duas fases deformacionais, a primeira relacionada ao metamorfismo que gerou o bandamento gnáissico e migmatítico e a segunda relacionada ao dobramento identificado nos estereogramas de alguns domínios estruturais e à foliação observada no granitoide. Com relação à geocronologia, foi obtida a idade de 582,9 ±4,1Ma para a rocha fonte que gerou os sedimentos que deram origem ao ortognaisse. Idade essa muito próxima à de 576,3 ±2,9Ma obtida para o granitoide Colatina, relacionada a sua cristalização, indicando que provavelmente ambas as rochas - a rocha fonte dos sedimentos que deram origem ao ortognaisse e o granitoide Colatina - foram geradas em um mesmo evento, sendo que o pulso magmático que gerou a rocha fonte dos sedimentos do ortognaisse possui caráter pré-colisional e o granitoide Colatina sin-colisional. Nas bordas de sobrecrescimento dos zircões do ortognaisse foi obtida a idade de 522 ±2Ma, sendo esta atribuída ao último evento metamórfico que atuou na região. Razões Th/U mostram que a origem dos zircões analisados do ortognaisse (núcleo dos zircões) é magmática, sendo essa de aproximadamente 0,42 no núcleo dos zircões e de 0,15 nas regiões de borda de sobrecrescimento, indicando serem estas bordas de sobrecrescimento metamórfico. A idade obtida em monazitas do ortognaisse foi de 503 ±4Ma e, de acordo com a temperatura atingida durante o pico metamórfico (820°C, calculada por Munhá et al. 2005), indica que esta idaderelaciona-se também ao último evento metamórfico, visto que a temperatura de fechamento da monazita é de cerca de 750°C. Com a idade metamórfica obtida nas bordas de sobrecrescimento do zircão e na monazita, calcula-se uma taxa de resfriamento de aproximadamente 3,7°C/Ma para a região. Por fim, a idade obtida para o norito foi de 513,2 ±2,3Ma, sendo este associado ao estágio pós colisional, estando a deformação registrada em cristais de plagioclásio deformados observados na análise microestrutural
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 29.04.2016
  • Acesso online ao documento

    Online access or search this record in

    Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    IGC2781139-10T L864 RG.g v.original e.3
    How to cite
    A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas

    • ABNT

      LOPES, Renan Garcia; EGYDIO-SILVA, Marcos. Geologia da região de Colatina (ES): uma abordagem geocronológica, petrográfica e estrutural por ASM. 2016.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44141/tde-28092016-144705/ >.
    • APA

      Lopes, R. G., & Egydio-Silva, M. (2016). Geologia da região de Colatina (ES): uma abordagem geocronológica, petrográfica e estrutural por ASM. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44141/tde-28092016-144705/
    • NLM

      Lopes RG, Egydio-Silva M. Geologia da região de Colatina (ES): uma abordagem geocronológica, petrográfica e estrutural por ASM [Internet]. 2016 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44141/tde-28092016-144705/
    • Vancouver

      Lopes RG, Egydio-Silva M. Geologia da região de Colatina (ES): uma abordagem geocronológica, petrográfica e estrutural por ASM [Internet]. 2016 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44141/tde-28092016-144705/

    Últimas obras dos mesmos autores vinculados com a USP cadastradas na BDPI: