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A sequência meta-vulcanossedimentar do circular, Carajás (PA): Geologia, petrografia, litoquímica e geocronologia (2017)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: REIS, PEDRO MORAES - IGc
  • USP Schools: IGc
  • Sigla do Departamento: GSA
  • Subjects: GEOLOGIA; PETROGRAFIA; GEOCRONOLOGIA
  • Keywords: Depósito de ferro circular; Província mineral de Carajás; Sequência meta-vulcanoclástica
  • Language: Português
  • Abstract: A Sequência Meta-vulcanossedimentar do Circular (SMC) constitui um conjunto de rochas supracrustais que estão totalmente circundadas por meta-granitóides ortoderivados, o contato entre eles é composto por falhas de cavalgamento e cisalhamento com transporte tectônico para S-SW. A SMC é composta por formações ferríferas intercaladas a plagioclásio-biotita xistos, granada-biotita xistos e metabasitos, interpretados como uma sequência meta-vulcanoclástica com meta-tufos, metasedimentos terrígenos e meta-vulcânicas com contatos concordantes entre si. Intrusões de metagabros e meta-granodioritos cortam a SMC e apresentam-se metamorfisadas. Paragêneses minerais formadas por granada+biotita+grunerita nas vulcanoclásticas e andesina+hornblenda+epidoto nos metagabros, indicam que estas rochas foram metamorfisadas em fácies anfibolito e retrometamorfisadas na fácies xisto verde, marcada por cloritização e sericitização. Evidências petrográficas indicam que houve pelo menos três eventos deformacionais na SMC, o mais antigo (Sn-1) é marcado por restos de charneiras e arcos poligonais intrafoliais a uma foliação principal Sn, a última (Sn+1) é formada por microfalhas rúpteis que deslocam a Sn. Diques e sills de metagabros metamorfisados em fácies anfibolito indicam que houve pelo menos um evento deformacional após sua colocação. Os meta-granitóides do embasamento da SMC estão associados a séries magmáticas cálcio-alcalinas e cálcio-alcalinas de alto potássio, com característicasgeoquímicas sugestivas de colocação em ambiente sin-colisional. Meta-vulcânicas e meta-tufos de composição traqui-basáltica apresentam características que podem ser associadas a magmas básicos evoluídos, já os metagabros intrusivos possuem composição basáltica e apresentam características indicativas de que são geoquimicamente mais primitivos que as meta-vulcânicas. A partir de dados isotópicos de U-Pb em zircão foi obtida uma idade concordante de 2659 ±6Ma para uma intrusão meta-granodiorítica que corta as formações ferríferas e meta-vulcanoclásticas, definindo, assim uma idade mínima para a SMC. O embasamento da sequência é formado por meta-monzogranitos que apresentaram uma idade de cristalização de 2665 ±29Ma. Os metagabros apresentaram idade discordante de 2560 ±13 interpretada como idade mínima para a colocação dos mesmos. As evidências de campo, petrográficas, litoquímicas e geocronológicas permitiram inferir uma história evolutiva para as rochas da Sequência Meta-vulcanossedimetar do Circular. A área apresenta uma evolução antiga e complexa, com no mínimo três fases de deformação, três fases de magmatismo tanto básicos quanto ácidos, variadas fases de hidortermalismo e desenvolvimento de zonas de cisalhamento. Em uma porção localizada da SMC ocorre uma mineralização de cobre formada por brechas hidrotermais e formações ferríferas hidrotermalizadas, as primeiras são formadas por verdadeiros condutos hidrotermais que exibem feições de fraturamento hidráulico porpressão de fuidos e silicificação, os segundos são formações ferríferas que hospedam a mineralização de cobre com textura stockwork, possivelmente por servirem de armadilhas químicas para a precipitação de sulfetos. Os sulfetos principais são calcopirita e pirrotita. A ausência de deformação nos sulfetos sugere que sua origem esteja associada a eventos posteriores às deformações neoarqueanas, como por exemplo a granitogênese anorogênica paleoproterozóica. Evidências geológicas e geoquímicas indicam que a mineralização é do tipo IOCG
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 31.03.2017
  • Acesso online ao documento

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    • ABNT

      REIS, Pedro Moraes; JULIANI, Caetano. A sequência meta-vulcanossedimentar do circular, Carajás (PA): Geologia, petrografia, litoquímica e geocronologia. 2017.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44141/tde-22082017-091203/ >.
    • APA

      Reis, P. M., & Juliani, C. (2017). A sequência meta-vulcanossedimentar do circular, Carajás (PA): Geologia, petrografia, litoquímica e geocronologia. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44141/tde-22082017-091203/
    • NLM

      Reis PM, Juliani C. A sequência meta-vulcanossedimentar do circular, Carajás (PA): Geologia, petrografia, litoquímica e geocronologia [Internet]. 2017 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44141/tde-22082017-091203/
    • Vancouver

      Reis PM, Juliani C. A sequência meta-vulcanossedimentar do circular, Carajás (PA): Geologia, petrografia, litoquímica e geocronologia [Internet]. 2017 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44141/tde-22082017-091203/

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