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Efeitos do Phyllanthus niruri em parâmetros metabólicos de portadores de litíase urinária (2017)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: PUCCI, NIDIA DENISE - FM
  • USP Schools: FM
  • Sigla do Departamento: MCG
  • Subjects: CÁLCULOS URINÁRIOS; TRATO URINÁRIO; PLANTAS MEDICINAIS; CHÁ; METABOLISMO MINERAL
  • Keywords: Break-stone tea; Metabolism/physiology; Phyllanthus niruri; Plants medicinal; Urinary calculi
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: O Phyllanthus niruri (P. niruri) ou quebra pedra é uma planta com ação antilitogênica. No entanto, estudos clínicos nesta área ainda são escassos na literatura. O objetivo principal deste estudo foi avaliar prospectivamente os efeitos do P. niruri nos parâmetros metabólicos de pacientes com litíase urinária e, secundariamente, avaliar o impacto da ingestão do chá da planta na eliminação de cálculos urinários. Material e Métodos: Foram estudados 56 pacientes portadores de cálculos renais 10 mm. Avaliação clínica, metabólica e ultrassonográfica do trato urinário foram realizadas antes do uso do P. niruri (infusão de 500 ml/dia com 9 g do extrato seco da planta), após a administração deste por 15 semanas e, finalmente após 12 semanas sem o uso (período de "Wash out"). Utilizamos o teste ANOVA e o teste de Tukey para comparação entre os períodos do estudo. O nível de significância considerado foi de 5%. Resultados: Trinta e seis pacientes (64%) eram mulheres. A média de idade dos 56 pacientes foi 44,1±9,16 anos. O IMC médio foi 27,2±4,4 Kg/m2. Não se observou alteração nos parâmetros antropométricos, séricos, no volume urinário ou efeitos adversos significativos durante todo o período de estudo. Houve redução da pressão arterial diastólica de 76±10,5 para 72,5±10,5 mmHg (p=0,02), quando comparado o período de uso do chá e o período de "Wash out". Aumento significativo dos valores do potássio urinário de 50,5±20,4 para 56,2±21,8 mEq/vol.24h (p=0,017); da relação magnésio/creatinina de 58±22,5 para 69,1±28,6 mEq/gCr.24h (p=0,013) e da relação potássio/creatinina, de 39,3±15,1 para 51,3±34,7 mEq/gCr.24h (p=0,008) foi observado ao final do período de uso do chá quando comparado com a avaliação inicial. O número de cálculos renais por paciente reduziu de 3,21±2,02 para 2,02±2,07 cálculos (p < 0,001) após o consumo do P. niruri quando comparado com o momento inicial.Na avaliação inicial, 24 pacientes apresentaram hipercalciúria e hipocitratúria (42,8%), seis apresentaram hiperuricosúria (10,7%) e cinco hiperoxalúria (8,9%). Após o uso do P. niruri, nos pacientes portadores de hiperuricosúria houve redução de 0,77±0,22 para 0,54±0,07 mg/vol.24h (p=0,0057) no valor do ácido úrico urinário. Nos portadores de hipocitratúria, o citrato urinário aumentou de 211,8±123,7 para 322,3±145,8 mg/vol.24h (p=0,0282) e nos pacientes com hiperoxalúria houve a redução no oxalato urinário de 59,0±11,7 para 28,8±16,0 mg/vol.24h (p=0,0002). Conclusão: O consumo do P. niruri se mostrou seguro e não provocou efeitos adversos ou alterações séricas relevantes e elevou a excreção urinária de magnésio e potássio. Algumas alterações metabólicas urinárias predisponentes a formação de cálculos normalizaram em subgrupos de pacientes estudados. O consumo do P. niruri contribuiu na eliminação de cálculos urináriosniruri quando comparado com o momento inicial. Na avaliação inicial, 24 pacientes apresentaram hipercalciúria e hipocitratúria (42,8%), seis apresentaram hiperuricosúria (10,7%) e cinco hiperoxalúria (8,9%). Após o uso do P. niruri, nos pacientes portadores de hiperuricosúria houve redução de 0,77±0,22 para 0,54±0,07 mg/vol.24h (p=0,0057) no valor do ácido úrico urinário. Nos portadores de hipocitratúria, o citrato urinário aumentou de 211,8±123,7 para 322,3±145,8 mg/vol.24h (p=0,0282) e nos pacientes com hiperoxalúria houve a redução no oxalato urinário de 59,0±11,7 para 28,8±16,0 mg/vol.24h (p=0,0002). Conclusão: O consumo do P. niruri se mostrou seguro e não provocou efeitos adversos ou alterações séricas relevantes e elevou a excreção urinária de magnésio e potássio. Algumas alterações metabólicas urinárias predisponentes a formação de cálculos normalizaram em subgrupos de pacientes estudados. O consumo P. niruri contribuiuna eliminação de cálculos urinários
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 04.07.2017
  • Acesso online ao documento

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    FM2853578-10W4.DB8^SP.USP^FM-2^P971ef^2017
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    • ABNT

      PUCCI, Nidia Denise; MARCHINI, Giovanni Scala; MAZZUCCHI, Eduardo. Efeitos do Phyllanthus niruri em parâmetros metabólicos de portadores de litíase urinária. 2017.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5153/tde-22092017-153103/ >.
    • APA

      Pucci, N. D., Marchini, G. S., & Mazzucchi, E. (2017). Efeitos do Phyllanthus niruri em parâmetros metabólicos de portadores de litíase urinária. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5153/tde-22092017-153103/
    • NLM

      Pucci ND, Marchini GS, Mazzucchi E. Efeitos do Phyllanthus niruri em parâmetros metabólicos de portadores de litíase urinária [Internet]. 2017 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5153/tde-22092017-153103/
    • Vancouver

      Pucci ND, Marchini GS, Mazzucchi E. Efeitos do Phyllanthus niruri em parâmetros metabólicos de portadores de litíase urinária [Internet]. 2017 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5153/tde-22092017-153103/