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Transtornos mentais comuns, uso de psicofármacos e qualidade de vida em pacientes oncológicos ambulatoriais (2017)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: SHIRAMA, FLÁVIO HIROSHI - EERP
  • USP Schools: EERP
  • Sigla do Departamento: ERP
  • Subjects: TRANSTORNOS MENTAIS; FÁRMACOS PSICOTRÓPICOS; NEOPLASIAS; QUIMIOTERAPIA; QUALIDADE DE VIDA
  • Language: Português
  • Abstract: Este estudo teve como objetivos estimar prevalências de Transtornos Mentais Comuns (TMC) e de uso de psicofármacos em pacientes oncológicos em tratamento ambulatorial; verificar associações entre TMC e variáveis sociodemográficas, culturais, uso de psicofármacos e histórico de saúde; verificar associações entre uso de psicofármacos e variáveis sociodemográficas, culturais e histórico de saúde e; avaliar a qualidade de vida e fatores associados nestes pacientes. Trata-se de estudo transversal no qual foram entrevistados 403 pacientes do setor de quimioterapia de um hospital oncológico, com a utilização de questionário para coleta de dados sociodemográficos, culturais, histórico de saúde e uso de psicofármacos, além de instrumentos de rastreamento de Transtornos Mentais Comuns (SRQ20) e de avaliação de qualidade de vida (EORTC QLQ-C30). Para a abordagem de TMC e uso de psicofármacos como variáveis dependentes, foram realizadas as análises univariada (teste de Qui-quadrado) e regressão logística multivariada. A comparação dos grupos em relação à idade foi realizada por meio dos testes de Mann-Whitney e de Kruskal-Wallis. Para análise da qualidade de vida foi proposto modelo de regressão quantílica. Para todas as comparações adotou-se nível de significância de 5%. Os resultados revelaram prevalência de 31,5% de TMC e 25,8% de uso de psicofármacos. Por meio do teste Qui-quadrado identificou-se associação entre TMC e as variáveis sexo, escolaridade, renda familiar, uso de psicofármaco e histórico de cirurgia oncológica. Na regressão logística as variáveis sexo (OR=4,86; IC95% 2,27-10,42) e presença de comorbidades (OR= 2,12; IC95% 1,13-4,0) mostraram-se associadas a TMC. O uso de psicofármacos associou-se a sexo, situação de trabalho, histórico de cirurgiasoncológicas, tempo de tratamento e comorbidades. Verificou-se que as variáveis sexo (OR= 4,29; IC95% 2.03-9,08), situação de trabalho (OR=0,33; IC95% 0,15-0,75) e comorbidades (OR= 1,73; IC95% 1,05-2,84) exerceram contribuição estatisticamente significativa no modelo de regressão. Casos positivos para TMC apresentaram piores escores de qualidade de vida/saúde global e, entre esses, os que usavam psicofármacos apresentaram pior qualidade de vida do que os que não usavam. Identificou-se pior qualidade de vida em homens e em pessoas com baixo nível educacional. Os casos positivos para TMC apresentaram, também, piores capacidades física, emocional, cognitiva e social, pior desempenho de papel e maior proeminência dos sintomas fadiga, dor, insónia, perda de apetite e dispnéia. Pacientes que usavam psicofármacos apresentaram piores funcionamentos físico, emocional e social e maior proeminência de fadiga e dispneia do que aqueles que não usavam tais medicamentos. Indivíduos sem renda ou com rendas mais baixas apresentaram piores funcionamentos cognitivo e social e maior proeminência de dor, insónia e dificuldades financeiras. Pacientes com nível de escolaridade mais baixo apresentaram pior funcionamento social e os analfabetos apresentaram maior proeminência de insônia. A idade influenciou no funcionamento físico. Pacientes que não tinham religião apresentaram maior proeminência de falta de apetite. De forma pioneira, este estudo identificou a forte influência de TMC e uso de psicofármacos na qualidade de vida de pacientes oncológicos que estavam realizando quimioterapia; agregando informações importantes à literatura
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 07.08.2017

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    EERP10400031313Shirama, Flávio Hiroshi
    How to cite
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    • ABNT

      SHIRAMA, Flávio Hiroshi; MIASSO, Adriana Inocenti. Transtornos mentais comuns, uso de psicofármacos e qualidade de vida em pacientes oncológicos ambulatoriais. 2017.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2017.
    • APA

      Shirama, F. H., & Miasso, A. I. (2017). Transtornos mentais comuns, uso de psicofármacos e qualidade de vida em pacientes oncológicos ambulatoriais. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Shirama FH, Miasso AI. Transtornos mentais comuns, uso de psicofármacos e qualidade de vida em pacientes oncológicos ambulatoriais. 2017 ;
    • Vancouver

      Shirama FH, Miasso AI. Transtornos mentais comuns, uso de psicofármacos e qualidade de vida em pacientes oncológicos ambulatoriais. 2017 ;