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Crise Hipertensiva em pessoas atendidas no Pronto-socorro Municipal da cidade de São Vicente, São Paulo, Brasil: prevalência e características clínicas associadas (2017)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: FLÓRIDO, CARIME FARAH - EE
  • USP Schools: EE
  • Subjects: HIPERTENSÃO; SERVIÇOS MÉDICOS DE EMERGÊNCIA; TRATAMENTO DE EMERGÊNCIA; PREVALÊNCIA; ENFERMAGEM
  • Keywords: Emergency medical services; Emergency treatment; Hypertension; Nursing; Prevalence
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: A hipertensão arterial é uma doença crônica que requer tratamento para toda vida, porém elevações expressivas da pressão arterial, a crise hipertensiva, podem levar os indivíduos aos serviços de emergência. A crise hipertensiva é uma complicação grave da hipertensão arterial e classificada em urgência hipertensiva quando não há lesão de órgãos-alvo e emergência hipertensiva quando há lesão de órgão-alvo. Além da pseudocrise hipertensiva caraterizada por elevação transitória da pressão arterial. Objetivo: Avaliar a prevalência e as características clínicas associadas a crise hipertensiva, em pessoas atendidas em um serviço de emergência. Casuística e Método: Foi realizado um estudo transversal retrospectivo, com abordagem quantitativa, no pronto-socorro Municipal da cidade de São Vicente, SP, no período de Janeiro a Junho de 2015. Foram selecionados indivíduos atendidos na Clínica Médica do pronto-socorro com crise hipertensiva (pressão diastólica 120 mmHg) e idade 18 anos. As variáveis independentes foram: idade, sexo, valores da pressão arterial, motivos da procura ao serviço, tratamento e destino. A coleta de dados ocorreu por meio da análise das fichas de atendimento do serviço de emergência. Estatística descritiva foi usada para avaliar as variáveis nominais e ordinais, por meio das frequências absolutas e relativas e, as variáveis contínuas foram descritas através da média e desvio-padrão. Teste ANOVA e qui-quadrado foram utilizados para comparar as médias e para avaliação de proporções. Foi realizado análise multivariada por meio de regressão logística multinomial e árvore de decisão utilizando o algoritmo CHAID (Chi-square Automatic Interaction Detection). O nível de significância adotado foi de 5%. O estudo foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE: 53896016.9.0000.5392).Resultados: A prevalência de crise hipertensiva foi 0,61%, sendo categorizadas em urgência hipertensiva (71,7%), emergência hipertensiva (19,1%) e pseudocrise hipertensiva (9,2%). A média de idade foi 56,3 (DP=13,8) anos, a maioria era do sexo feminino (63,8%). Os níveis pressóricos na admissão no pronto-socorro para pseudocrise, urgência e emergência hipertensiva para a pressão sistólica e diastólica foram, respectivamente: [197,7 (DP=22,9) / 124,5 (DP=8,1), 197,2 (DP=23,6) / 124,9 (DP=9,2), 214,8 (DP=29,2) / 130,8 (DP=14,9), mmHg]. Os principais motivos da procura ao serviço de emergência que se associaram (p<0,05) à pseudocrise, urgência e emergência hipertensiva foram, respectivamente: cefaleia (15,0% vs 35,9% vs 2,5%), dor (65,0% vs 16,4% vs 2,5%), mal estar (7,5% vs 19,1% vs 4,9%), precordialgia (0% vs 17,8% vs 8,6%), problemas neurológicos (0% vs 5,0% vs 48,1%), náuseas (17,5% vs 14,1% vs 3,7%), dispneia (5,0% vs 8,7% vs 27,2%), problemas emocionais (25,0 vs 0,3% vs 2,5%), queda (2,5% vs 0,3% vs 9,8%), fratura (2,5% vs 0% vs 0%). Os tratamentos realizados que se associaram (p<0,05) à pseudocrise, urgência e emergência hipertensiva foram, respectivamente: inibidor da Enzima Conversora da Angiotensina (67,5% vs 81,4% vs 72,3%), bloqueador dos canais de cálcio (5,0% vs 15,1% vs, 7,2%), nitroprussiato de sódio (0% vs 1,6% vs 8,4%), antiagregante plaquetários (0% vs 13,5% vs 13,3%), analgésico (52,5% vs 31,1% vs 13,3%), anti-inflamatório (32,5% vs 15,1% vs 30,1%), oxigenoterapia (0% vs 3,2% vs 21,7%), broncodilatador (0% vs 8,3% vs 25,3%), anticonvulsivante (0% vs 0,6% vs 9,6%) e insulina (2,5% vs 6,4% vs 13,3%).A maioria dos pacientes (55,6%) realizou exames sendo que 91,6% pertenciam às emergências hipertensivas. Os diagnósticos médicos identificados nos pacientes com pseudocrise, urgência e emergência hipertensiva foram, respectivamente: hipertensão arterial sistêmica (25,0% vs 33,7% vs 54,2%), diabetes mellitus descompensada (16,7% vs 47,6% vs 12,3%). Acidente vascular encefálico (40,7%), edema agudo de pulmão (24,7%), e infarto agudo do miocárdio (12,3%), ocorreram apenas nos pacientes com emergências hipertensivas. Os pacientes com pseudocrise hipertensiva receberam alta em maior proporção (59,1%), porém os pacientes com emergência hipertensiva foram internados em maior proporção (85,5%). A regressão logística multinomial mostrou (p<0,05) que as variáveis associadas à pseudocrise hipertensiva em relação à emergência hipertensiva foram (OR: odds ratio; IC95%: intervalo de confiança): dor exceto cefaleia e precordialgia (55,58; 10,55-292,74), problemas emocionais (17,13; 2,80-104,87) ,idade acima de 60 anos (0,32; 0,10-0,96) e problemas neurológicos (1,5 10-8; 1,5 10-8- 1,5 10- 8). As variáveis que se associaram à urgência hipertensiva em relação à emergência hipertensiva foram (OR: odds ratio; IC95%: intervalo de confiança): idade acima de 60 anos (0,50; 0,27-0,92), problemas neurológicos (0,09; 0,04-0,18), problemas emocionais (0,06; 4.7 10-3-0,79) e cefaleia (14,28; 3,32-61,47). No modelo árvore de decisão, problemas neurológicos se associou às emergências hipertensivas (p<0,001), dor à pseudocrise hipertensiva (p<0,001) e cefaleia às urgências hipertensivas (p=0,017).Conclusões: A prevalência da crise hipertensiva foi similar à de estudos com métodos semelhantes. Idade avançada e problemas neurológicos se associaram à emergência hipertensiva, cefaleia se associou à urgência hipertensiva, dor e problemas emocionais se associaram à pseudocrise hipertensiva.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 30.06.2017
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    • ABNT

      FLÓRIDO, Carime Farah; PIERIN, Angela Maria Geraldo. Crise Hipertensiva em pessoas atendidas no Pronto-socorro Municipal da cidade de São Vicente, São Paulo, Brasil: prevalência e características clínicas associadas. 2017.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-27042018-144405/ >.
    • APA

      Flórido, C. F., & Pierin, A. M. G. (2017). Crise Hipertensiva em pessoas atendidas no Pronto-socorro Municipal da cidade de São Vicente, São Paulo, Brasil: prevalência e características clínicas associadas. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-27042018-144405/
    • NLM

      Flórido CF, Pierin AMG. Crise Hipertensiva em pessoas atendidas no Pronto-socorro Municipal da cidade de São Vicente, São Paulo, Brasil: prevalência e características clínicas associadas [Internet]. 2017 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-27042018-144405/
    • Vancouver

      Flórido CF, Pierin AMG. Crise Hipertensiva em pessoas atendidas no Pronto-socorro Municipal da cidade de São Vicente, São Paulo, Brasil: prevalência e características clínicas associadas [Internet]. 2017 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-27042018-144405/

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