Ver registro no DEDALUS
Exportar registro bibliográfico

Contato pele-a-pele ao nascimento: estudo transversal (2018)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: KUAMOTO, ROSELY SAYURI - EE
  • USP Schools: EE
  • Subjects: ENFERMAGEM OBSTÉTRICA; RECÉM-NASCIDO; ALEITAMENTO MATERNO; RELAÇÕES MÃE-CRIANÇA
  • Keywords: Assistência Perinatal; Breast Feeding; Contato pele-a-pele; Infant-Newborn; Mother-Child Relations; Obstetric Nursing; Perinatal Care; Skin-to-Skin Contact
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: O contato pele-a-pele (CPP) ao nascimento consiste no posicionamento imediato do recém-nascido (RN) sobre o abdome ou tórax desnudo da mãe. Idealmente, o binômio mãe-filho deve permanecer em CPP continuamente por 1 hora para que benefícios como a promoção do aleitamento materno, estabilidade térmica, hemodinâmica e respiratória, organização comportamental, entre outros, sejam alcançados. Apesar de ser uma prática recomendada, a adesão ao CPP é insuficiente nas instituições brasileiras. Objetivo: Analisar a prática do CPP ao nascimento no hospital. Método: Estudo transversal realizado em um Hospital Amigo da Criança do município de São Paulo, SP. Foram inclusas puérperas de gestação única e seus RN de termo. Foram excluídos RN por cesariana e binômios mãe-filho que apresentaram complicações clínicas, obstétricas ou neonatais. A amostra foi composta por 78 binômios com erro de prevalência estimada em 10%. A coleta foi realizada no período de 1 mês, nos horários da manhã, tarde, noite e madrugada. Os dados foram obtidos dos prontuários da puérpera e do RN e por observação não participante da prática do CPP ao nascimento. Foi registrado o CPP ao nascimento, sua duração e interrupção e a efetivação da pega da mama materna na 1ª hora de vida do RN. Os dados foram analisados de modo descritivo e inferencial. Resultados: O CPP foi realizado em 94,9% (n=74) dos nascimentos, 73% (n=54) dos RN permaneceram menos de 60 minutos em contato e 50% (n=27) destes, menos que 15 minutos. A duração média do CPP foi de 29 minutos. O principal motivo para a interrupção do CPP foi a prestação de cuidados de rotina ao RN.Houve diferença significativa no tempo de CPP, com duração maior em relação às seguintes variáveis: Apgar no 5º minuto com índice 10 (p=0,003); condição perineal (mulheres com períneo íntegro; p=0,022); partos assistidos por enfermeira obstétrica (p=0,027); RN sem aspiração de vias aéreas superiores (AVAS) (p<0,001), com aplicação de vitamina K (p=0,048) e vacina da hepatite B (p=0,030); assistência neonatal prestada por médico residente (p=0,028). Os RN que receberam a AVAS ficaram, em média, 27 minutos a menos em CPP. Houve diferença significativa em relação às seguintes variáveis, com maior proporção de RN que efetivaram a pega da mama na 1ª hora de vida: índice de Apgar mais elevado no 1º e 5º minuto (p=0,035 e p=0,009, respectivamente); sem AVAS (p=0,015); posicionamento no colo materno (p=0,011); ajuda profissional para efetivação da pega (p<0,001). A condição perineal materna com integridade mostrou tendência à efetivação da pega (p=0,053). Não houve associação significativa entre a efetivação da pega, que ocorreu em 64,1% (n=50) dos RN, e o maior tempo de CPP (p=0,142). Conclusão: O CPP foi realizado na quase totalidade dos nascimentos, mas com duração inferior a 1 hora, na maioria dos casos. Os fatores que facilitaram o prolongamento do CPP e a pega efetiva da mama materna relacionam-se à boa vitalidade ao nascer e à integridade perineal. A assistência ao parto por enfermeira obstétrica favorece o CPP. A ajuda profissional na pega da mama e a permanência do RN no colo materno favorecem a amamentação precoce, independentemente da duração do CPP. As barreiras ao CPP e à efetivação da pega relacionam-se com os cuidados neonatais de rotina prestados ao RN durante a 1ª hora de vida, em especial, a AVAS.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 23.02.2018
  • Acesso online ao documento

    Online access or search this record in

    How to cite
    A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas

    • ABNT

      KUAMOTO, Rosely Sayuri; BELLINI, Maria Luiza Gonzalez Riesco. Contato pele-a-pele ao nascimento: estudo transversal. 2018.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2018. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-05112018-160737/ >.
    • APA

      Kuamoto, R. S., & Bellini, M. L. G. R. (2018). Contato pele-a-pele ao nascimento: estudo transversal. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-05112018-160737/
    • NLM

      Kuamoto RS, Bellini MLGR. Contato pele-a-pele ao nascimento: estudo transversal [Internet]. 2018 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-05112018-160737/
    • Vancouver

      Kuamoto RS, Bellini MLGR. Contato pele-a-pele ao nascimento: estudo transversal [Internet]. 2018 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-05112018-160737/

    Últimas obras dos mesmos autores vinculados com a USP cadastradas na BDPI: