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Infecção urinária comunitária: aspectos epidemiológicos, clínicos e laboratoriais em crianças e adolescentes (2017)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: LO, DENISE SWEI - FM
  • USP Schools: FM
  • Sigla do Departamento: MPE
  • Subjects: ENTEROCOCCUS; TRATO URINÁRIO; ESCHERICHIA COLI; INFECÇÕES BACTERIANAS; TERAPÊUTICA MÉDICA
  • Keywords: Epidemiology; Infecções urinárias; Klebsiella pneumoniae; Klebsiella pneumoniae; Proteus mirabilis; Staphylococcus saprophyticus; Therapeutics; Urinary tract infections
  • Language: Português
  • Abstract: INTRODUÇÃO: Infecção do trato urinário (ITU) é doença cujos sinais e sintomas são frequentemente inespecíficos, especialmente em lactentes. Portanto, o conhecimento de seus aspectos epidemiológicos, clínicos e laboratoriais são relevantes para a adequada abordagem clínica. OBJETIVOS PRINCIPAIS: Descrever: a prevalência de ITU como motivo de atendimento em pronto-socorro geral de Pediatria; a variabilidade da frequência de ITU e dos agentes etiológicos em diversas faixas etárias e sexo; o perfil de sensibilidade antimicrobiana de Escherichia coli; o quadro clínico, laboratorial e evolutivo de lactentes jovens. OBJETIVOS SECUNDÁRIOS: Cálculo de sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo e valor preditivo negativo do corte de leucocitúria >= 10.000 leucócitos/mL para o diagnóstico de ITU em lactentes jovens. Comparar as diferenças de ITU por Escherichia coli e Staphylococcus saprophyticus em adolescentes do sexo feminino e discutir as melhores escolhas de terapia antimicrobiana empírica para uso na população estudada. MÉTODO: Estudo retrospectivo, descritivo, incluindo todos os casos de ITU (urocultura quantitativa com >= 50.000 UFC/mL por sondagem vesical ou >= 100.000 UFC/mL por jato médio) atendidos no Pronto-Socorro de Pediatria do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo, de 01/01/2010 a 31/12/2012, idades entre zero a 15 anos incompletos. Resultados: Do total de 188.460 atendimentos realizados, 7994 colheram urocultura por suspeita de ITU; este diagnóstico foi confirmado em 1071 casos(prevalência: 0,57% do total de atendimentos e 13,4% das uroculturas incluídas). A proporção de casos entre sexo masculino e feminino foi: 1:0,3 em menores de três meses; 1:3,9 entre três meses a 12 anos e 1:12 entre 12 a 15 anos. Escherichia coli foi o principal agente responsável por 73,2% dos casos totais de ITU. Entretanto, outros agentes importantes foram Klebsiella pneumoniae (18,46%) e Enterococcus faecalis (7,7%) em lactentes jovens (menores de três meses de idade); Proteus mirabilis (30,8%) em meninos de três meses a 12 anos; Staphylococcus saprophyticus (25%) em adolescentes do sexo feminino entre 12 a 15 anos. A sensibilidade antimicrobiana de Escherichia coli foi observada acima de 80% para: amoxicilina/ácido clavulânico (87%), cefuroxima (98%), cefotaxima (98%), ceftriaxona (100%), cefepime (99%), amicacina (100%), gentamicina (97%), ciprofloxacina (98%), norfloxacina (94%), ácido nalidíxico (93%) e nitrofurantoína (97%). Em lactentes jovens, febre sem sinais localizatórios foi o sintoma mais frequente de ITU (77,8%). Exames subsidiários de hemograma e proteína C reativa foram de pouca utilidade clínica. O teste de nitrito positivo apresentou baixa sensibilidade: 30,8% (IC 95%: 19,9%-43,4%), porém elevada especificidade e valor preditivo positivo. Enquanto que o corte de leucocitúria > 10.000 leucócitos/mL para ITU revelou boa sensibilidade: 87,7% (IC 95%: 77,2%-94,5%), porém baixa especificidade e valor preditivo positivo. Nas adolescentes do sexo feminino entre 12 a 15 anos, houve menor positividadedo teste do nitrito nas ITU por Staphylococcus saprophyticus do que nas ITU por Escherichia coli. Na população do presente estudo, a terapia empírica inicial recomendada seria: zero a três meses: tratamento parenteral com aminoglicosídeo ou cefalosporina de terceira geração; podendo associar ampicilina para cobertura de Enterococcus faecalis. Entre três meses a 15 anos: amoxicilina/ácido clavulânico ou cefuroxima ou ceftriaxona ou aminoglicosídeos. CONCLUSÕES: ITU é doença frequente em atendimentos de pronto-socorro. Os aspectos epidemiológicos, clínicos e laboratoriais são variáveis nas diversas faixas etárias e sexos; portanto, a abordagem deve ser individualizada em cada um destes segmentos
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 31.10.2017
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    • ABNT

      LO, Denise Swei; GILIO, Alfredo Elias. Infecção urinária comunitária: aspectos epidemiológicos, clínicos e laboratoriais em crianças e adolescentes. 2017.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-11012019-090238/ >.
    • APA

      Lo, D. S., & Gilio, A. E. (2017). Infecção urinária comunitária: aspectos epidemiológicos, clínicos e laboratoriais em crianças e adolescentes. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-11012019-090238/
    • NLM

      Lo DS, Gilio AE. Infecção urinária comunitária: aspectos epidemiológicos, clínicos e laboratoriais em crianças e adolescentes [Internet]. 2017 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-11012019-090238/
    • Vancouver

      Lo DS, Gilio AE. Infecção urinária comunitária: aspectos epidemiológicos, clínicos e laboratoriais em crianças e adolescentes [Internet]. 2017 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-11012019-090238/


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