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Liderança Coaching e satisfação no trabalho no contexto do atendimento pré-hospitalar móvel no Estado de Goiás (2018)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: MOURA, ANDRÉ ALMEIDA DE - EERP
  • USP Schools: EERP
  • Sigla do Departamento: ERG
  • Subjects: ENFERMAGEM; LIDERANÇA; SATISFAÇÃO NO TRABALHO
  • Language: Português
  • Abstract: A presente pesquisa teve como objetivo analisar a associação entre a prática de Liderança Coaching exercida pelos coordenadores de enfermagem e satisfação no trabalho, na percepção dos coordenadores e técnicos de enfermagem do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências - SAMU, do Estado de Goiás. Trata-se de um estudo correlacional, cuja coleta de dados transcorreu entre os meses de abril a agosto de 2017, nas centrais de regulação do SAMU do Estado de Goiás. Na oportunidade, aplicaram-se os questionários sociodemográfico, Questionário de Autopercepção do Enfermeiro no Exercício da Liderança (QUAPEEL). Questionário de Percepção do Técnico / Auxiliar de Enfermagem no Exercício da Liderança (QUEPTAEEL), além do instrumento para analisar a satisfação no trabalho – Job Satisfaction Survey (JSS). Para a análise dos dados, foi realizada a estatística descritiva e, com o auxílio do teste de estatístico de Spearman, avaliaram-se as correlações entre as variáveis do estudo. A população de profissionais é majoritariamente do sexo feminino, tanto para os coordenadores, n=8 (72,73%), quanto para os técnicos de enfermagem, n = 95 (61,29%). O estudo revelou, ainda, que o vínculo empregatício com maior número de respostas foi o estatutário. Quanto à formação, a maioria dos enfermeiros (90,91%) possui pós-graduação - latu sensu, ao passo que um número significativo dos técnicos, n=87 (56,13%), possui curso complementar, e n=95 (61,29%) possuem graduação. A média de idade é de 38 anos (DP=7,09) para os coordenadores e 39,87 anos (DP=8,17) para os técnicos. Em relação ao tempo de serviço e tempo de formação, respectivamente, as médias encontradas foram: 10,45 (DP=3,7) anos e 4,73 (DP=2,8) anos (coordenadores); e 13,33 (DP=6,2) anos e 6,55 (DP=3,63) anos (técnicos). Em relação às variidentificou o exercício da Liderança Coaching pelos coordenadores de enfermagem, na percepção das duas categorias profissionais. Considerando-se os domínios do instrumento de Liderança Coaching, para a percepção dos coordenadores, as maiores médias encontradas foram: "dar e receber feedback' (21,45; DP=2,84) e ‘comunicação' (21,27; DP=1,85). Na percepção dos técnicos de enfermagem, a “comunicação" apresentou a maior média (20,43; DP=5,57), seguida do domínio "dar e receber feedback” (17,72; DP=6,32). A respeito da satisfação no trabalho em ambas as categorias profissionais analisadas, observou-se que os profissionais não estão nem satisfeitos e nem insatisfeitos em relação ao seu trabalho. Quanto à avaliação das categorias que compõem o questionário JSS, os coordenadores encontravam-se satisfeitos em relação à “natureza do serviço" (21,18; DP=2,79); "supervisão" (19,36; DP=4,54); "comunicação" (18,36; DP=4,23); "colaboradores" (18,27; DP=3,55); sendo que "pagamento" foi a atribuição com maior índice de insatisfação na perspectiva da categoria (7,73; DP=4,36). Já para os aspectos que apresentaram satisfação para os profissionais de nível médio, as médias foram: “natureza do serviço" (22,21; DP=2,53); "supervisão" (19,95; DP=4,48) e "colaboradores" (17,54; DP=3,33). Contrariamente, as dimensões "pagamento" (7,14; DP=3,79) e “benefícios” (7,97; DP=3,99) foram identificadas como geradoras de insatisfação. Evidenciou-se uma associação positiva entre o exercício da Liderança Coaching pelos coordenados e a satisfação no trabalho, tanto na autopercepção dos coordenadores de enfermagem, quanto na percepção dos técnicos de enfermagem. Para essa última categoria, houve uma relação estatisticamente significante para praticamente todos os domínios da Liderança Coaching e da sassociação negativa entre a Liderança Coaching e as variáveis sociodemográficas: tempo de formação (coordenadores e técnicos de enfermagem) e tempo na unidade (técnicos de enfermagem). Já em relação à associação entre a satisfação no trabalho e as variáveis sociodemográficas, verificou-se correlação negativa: tempo de formação com "supervisão" e "comunicação" para os coordenadores de enfermagem; tempo de formação com "benefícios", "recompensas" e “escore total da escala" para os técnicos de enfermagem; da mesma forma, obteve-se correlação negativa entre tempo na unidade com as variáveis "promoção", "recompensas" e “escore total da escala" para os técnicos de enfermagem. Contudo, cabe enaltecer que a liderança em enfermagem tem um papel significante no contexto do APHM, tendo em vista que essa competência estabelece uma associação positiva com a satisfação no trabalho, possibilitando, consequentemente, melhorias para o ambiente laboral, bem como qualidade no cuidado prestado
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 29.06.2018

  • How to cite
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    • ABNT

      MOURA, André Almeida de; BERNARDES, Andrea. Liderança Coaching e satisfação no trabalho no contexto do atendimento pré-hospitalar móvel no Estado de Goiás. 2018.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2018.
    • APA

      Moura, A. A. de, & Bernardes, A. (2018). Liderança Coaching e satisfação no trabalho no contexto do atendimento pré-hospitalar móvel no Estado de Goiás. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Moura AA de, Bernardes A. Liderança Coaching e satisfação no trabalho no contexto do atendimento pré-hospitalar móvel no Estado de Goiás. 2018 ;
    • Vancouver

      Moura AA de, Bernardes A. Liderança Coaching e satisfação no trabalho no contexto do atendimento pré-hospitalar móvel no Estado de Goiás. 2018 ;